5 de julho de 2011

Benjamin - A Saga Final


Depois de longa demora, aqui vai a atualização da saga mais querida do Brasil (ou não). Benjamin, para quem não acompanhou desde o início, foi adotado por mim meses após a morte da minha Laika, que viveu comigo por 16 anos. Eu queria um cachorro pequeno para ficar dentro de casa e em cima da cama junto comigo. Queria, principalmente, um cachorro que não me lembrasse muito da Laika, mas que preenchesse o vazio que ela deixou em mim. Benjamin, junto com seus irmãos, foi abandonado dentro de uma caixa em um terreno baldio. O tipo de coisa que só macacos mal evoluídos fazem. Lembro se como fosse ontem, o peguei nas mãos - das quais ele quase caía de tão pequeno - e ele mordia meu dedo. Era ele. É ela, ele pensou.

O bicho foi crescendo como se não houvesse o amanhã, foi ganhando peso, foi preenchendo meu vazio e a casa toda. Por pouco ele não preencheu o quintal. Postei aqui minhas desconfianças quanto a decendência do pequeno notável, já que a cada dia suas cores e formas se transformavam em um Rottweiler, provavelmente, feroz e sem estribeiras. Benjamin engordou quilos e mais quilos em semanas, mas hoje me encontro tranquila. O Caveirão (como é carinhosamente chamado pela sua habilidade de destruir tudo pelo caminho) parou de crescer e está em torno de 20 quilos e tanto. Marlon Brando (outro apelido carinhoso em menção a sua fofura e beleza viciantes) se tornou um Negão Paixão (eu que inventei esse para enfatizar esse amor todo) de patas longas e cabeça à 1000km por hora que nunca pára de confabular aventuras.

Resolvi atualizar a saga hoje porque Benjamin finalmente chegou no ápice de seu crescimento: ele levantou a perninha para fazer xixi. Meu filhote que caía de minhas mãos agora é um moço apresentável à sociedade canina. As almofadas da casa, onde antes ele dormia em cima por horas e horas, agora são suas namoradas. O sofá é seu mictório. Meu quarto é onde ocorre o concurso aquático, patrocinado pelas babadas de Benjamin após ele beber água. A cestinha onde antes ele dormia durante a noite, transformamos no lugar onde se guarda todos os brinquedinhos (que sobreviveram). A cama, aquela mesma de quase R$100, é um objeto obsoleto que permanece em cima do armário para não me deixar esquecer de como fui babaca um dia.

Agora Benjamin já passeia pelas ruas do bairro se como fosse o dono delas. Fareja tudo e pára em todos os portões querendo brincar com os cachorros que latem querendo o pegar pela garganta e mostrar quem manda. Claro que Benjamin, sempre otimista e faceiro, acha mesmo que os cachorros querem é brincar. Eu vou percebendo que estou adiando o dia de sua castração. Por medo? Não sei. Me corta o coração imaginá-lo deitadinho na maca, ainda zonzo por culpa da anestesia. Me corta o coração lembrar que Laika, meses atrás, estava na maca adormecida para todo o sempre. Não importava o quanto eu a beijava e dizia que ela era demais. A Laika não me ouvia mais. Esse é o próximo desafio pelo qual tenho que passar fazendo de conta que sou gente grande, e não mais a menininha que 16 anos atrás adotou seu primeiro cachorro. Não vai ser fácil encarar outro centro cirúrgico, assim, em tão pouco tempo. Mesmo sendo por causas extremamente opostas.

Enfim.

Benjamin me lembra muito o Porteiro. Quem leu Eu Sou o Mensageiro conhece essa figura. Benjamin anda viciado em café e fica deitado bem preguiçoso em frente à porta do meu quarto. Ele, aliás, anda cada vez mais tranquilão. Eu ando cada vez mais apaixonada pela personalidade excêntrica desse que nem de longe lembra um Rottweiler, mas tem a imensidão nos olhos. Olhos que me fazem sentir completa, mesmo aos pedaços.

PS.: A Marí deixou um comentário fofíssimo no post passado, mas não encontrei nenhum link onde eu pudesse devolver o carinho. Também não saí mandando email porque, né. É. Então fica assim: obrigada à Marí por ter saído do fog dos visitantes calados e ter deixado sua visita aqui marcada por um comentário super legal :)

7 comentários:

Andreia disse...

Confesso: só li a saga I! 8D

Não há melhor companhia que um caes. São fieis e os mais carinhosos. *-*

Gostei do seu caos, pelas fotos, ele parece ser do tipo que acha que o mundo é um enorme parque de diversões. x)

Apesar de não gostar de cães grandes, acho que como guardiões de uma casa não existe melhor alarma! *-*

Leila Ice Girl disse...

Que delicia Del
eu nunca tive cachorro, nem pretendo, não rola quimica, só gato, oh tem uma familia de felinos na minha casa, todos muito cheios de personalidade, tem hora que fico olhando para as fotos deles e sentindo saudade :D

Anna Vitória disse...

Sou fã do Benjamin! A história dele me lembra muito a do cachorro da minha avó, o Piche. Ela o adotou quando ele era uma bolinha tão pequena que dava até medo de pegar e esmagar, e hoje, apesar de não ter crescido muito, é uma força inabalável da natureza, que pula em tudo, destrói tudo, corre o dia inteiro, faz o maoior auê da vida, e é um dos cães mais adoráveis que conheci.
Boa sorte com a castração! Passamos por isso com o Piche tme umas poucas semanas e foi bem tranquilo, apesar de que ao invés dele ter ficado mais tranquilo, como prometeu a veterinária, voltou da cirurgia mais maluco que o normal e agora só quer saber de fazer xixi sentado, de novo.
Beijos!

Luís disse...

Cães são criaturas amáveis. Gosto quando são filhotes e bobocas. O da minha amiga, por exemplo, tá crescendo sem parar. Ele é gordo e peludo e... filhote.

Sempre quando chego no apartamento, ele acha que minha perna é a namorada dele. Hahaha ):

Beijo.

Michele disse...

Del, imagino a aventura que é conviver com o Benjamin. Essa coisa de amor platônico pelas almofadas, a cachorrinha da minha cunhada tem pela centopéia de pelúcia dela. hahahaha Eles vão crescendo e mudam o tempo todo. A Princesa, cachorrinha minha que estava com minha mãe e morreu de velhice ano passado, tinha várias manias de "velha". E é legal a gente acompanhar com esses bichinhos amados evoluem feito nós! :)

Sobre a castração, eu te entendo, porque eu também morri de dó de Meg. Deixá-la lá, saber que ela estaria num lugar frio e longe de quem conhece, foi duro pra mim. Mas quando fui buscá-la todos me disseram que ela foi super simpática e mesmo grogue da anestesia, abanava o rabinho pra quem chegava perto! Own! :)))

Vá quando você se sentir preparada pra isso, amiga! Sem pressa!

Um beijo grande!

sobrefatalismos disse...

Aprendi a gostar de cachorros. Tenho um golden lindíssimo, brincalhão à beça. O Benjamin iria gostar dele.
Beijão.

Milena M. disse...

Li a saga do Benjamim com um sorriso babacão no rosto, daqueles que as pessoas usam quando vão brincar com cachorros, sabe? Com direito à voz imbecil e tudo.
Sempre fui apaixonada por cachorros, mas nunca adotei nenhum grandão. Na verdade, o meu é um poodle albino. Mas mesmo sendo um poodle albino ele é o maior galã do mundo canino *-*
Mas Benjamim é estilo puro, hein? :)
:*

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