28 de novembro de 2011

Cadê meu dono? (Parte III)


Antes de começar o texto, preciso responder a duas perguntas: 1) Não, o dono dele não apareceu; 2) Não retirei a foto dele do blog, só a coloquei na página O Circo. Sei lá, deu alok e achei que estava "poluindo" a sidebar (olha o TOC aí, gente).


O Tony está aqui há mais de um mês. Já está acostumado com a rotina da casa e com todo mundo que mora ou frequenta aqui. Não que sejam muitas pessoas porque, tirando meu namorado, não vem mais ninguém. Portanto, esse é o último texto sobre a saga do pequeno tapete de banheiro (apelido que o namorado deu) que caiu no meu colo. De agora em diante, Tony continuará hospedado aqui em casa esperando por sua verdadeira família ou, quem sabe, se associando cada vez mais a minha. Claro que voltarei a mencioná-lo no blog, mas não como um boletim informativo e sim como um simples texto de rotina. Cumpri meu dever de pacata cidadã e agora deixo o restante com o cosmo. Ele irá decidir se Tony sai ou fica. Mais ou menos como um BBB só que de boa qualidade.

Por duas vezes tentei tosar o pêlo dele. Sei que não tem mais acento, e fodace. Da primeira vez tudo saiu melhor que o esperado, já na segunda vez, Tony ficou com um singelo buraco de rato em seu penteado canino. Nada que a espera e a natureza não possam consertar. Mas ficou decidido que, assim que possível, o pequeno será levado para o Pet Shop mais próximo e ficará longe de minhas mãos munidas por tesouras. Não reclamei do combinado porque taí um direito do qual abro mão. Minha rinite também agradeceu. Tony então, pobrezinho, deu seu sorriso maroto de costume. Ele adora nos olhar entre suas sobrancelhas avantajadas com um sorriso de língua de fora. Seus olhos parecem duas jabuticabas.

Uma vez agregado, é certo que não o criamos desde filhote nem sabemos qual sua idade. Por isso, ainda estamos o conhecendo. Minha mãe está completamente apaixonada por ele e sempre o enche de beijos. Eu também me acostumei com sua presença pela casa e Benjamin, definitivamente, arranjou um "irmãozinho". Todas as manhãs, Tony entra no meu quarto, sobe na minha cama, na minha cabeça, e lambe meu rosto para me acordar. Quando está com fome, começa a nos morder. Se está com sede, mas não tem água no potinho, ele o arrasta fazendo o maior barulho até onde estivermos e faz cara de "tem como?", abanando o cotoquinho (não dá para dizer que ele tem um rabo). Às vezes ele come sentado. Adora rosnar para o Tobias, meu outro cachorro, e o odeia gratuitamente. Ainda não o levei ao veterinário por que$tõe$ pe$$oai$.

Tony adora morder as patas traseiras do Benjamin e brincar de ponte, passando por debaixo dele que tem o dobro do seu tamanho. Ele ainda faz xixi dentro de casa, mas só quando está ocupado brincando e não tem tempo de ir para o quintal. Quando minha mãe está trabalhando, ele vira minha "pantufa". Vai para todos os lados que vou, me acompanhando, e só pára quando eu paro. Chego a sentir dó do bichinho porque sou hiperativa. Descobri que ele gosta do calorzinho do notebook. Tudo indica que ele não sente falta dos antigos donos, mas sempre que um de nós saímos o outro precisa segurá-lo, se não ele sai portão afora. Aliás, enquanto eu estava na terapia dia desses, minha mãe contou que ele fugiu. Quase perdemos o perdido!

Quando minha mãe abriu o portão para entregarem a ração, Tony disparou por entre os pés dela e desceu a rua correndo. Latiu para todo mundo, para todos os cachorros, pulou, farejou, deu a volta na esquina e sumiu. Minha mãe foi atrás dele, mas quando ele entrou na outra rua ela, com pouca paciência, virou as costas e entrou em casa. Alguns minutos depois, Tony voltou com o rabo cotoco entre as pernas e subiu direto para o meu quarto, onde ele se esconde para não levar bronca.

Sabemos que existe uma propaganda com o jingle "Tony, Tony, uuuuuh!", mas nem com reza braba nos lembramos qual é. De qualquer forma, adoro chamá-lo de "Tony, Tony, uh!" e ver seu cotoco balançar freneticamente. Para nos comprar, ele fica nas duas patinhas traseiras e se estica todo apoiando as patas dianteiras no nosso joelho. É um fanfarrão! Já tem coleira e fica louco quando minha mãe a coloca para os dois me acompanharem até o ponto de ônibus. Tony, claro, causa o maior frisson.

Ele adora babar a casa inteira depois de tomar água. Gosta de me encontrar pela casa quando me escondo dele (o Benjamin que o ensinou a brincar). Adora comer besteiras e roubá-las de cima de algum móvel que consiga alcançar. Tem medo de fogos de artifício. É viciado em colo e quer toda a atenção do mundo para ele. Sempre me recebe com grandes comemorações, só falta esticar um tapete vermelho e jogar confete. Já entrou para minha pasta de fotos caninas. Já faz falta quando estou na rua. Não gosta do meu pai, adora minha mãe e vai com a cara do meu namorado. Gosta de carinho no topo da cabeça, mas só aquele feito por mim.


13 comentários:

L.H.C disse...

ownnn, eu acho que o Tony não vai mais querer ir embora, Del, nem você vai querer se separar dele, melhor pro Benjamim que ganhou um irmãozinho. E agora me lembrei que estou sentindo falta dos meus pets.

Luciana Brito disse...

Own, que fofura!
Não tem mais para onde correr, Tony já é da família. E esse teu texto me fez lembrar do meu Joaquim e da quase irmã que eu ia arrumando para ele, uma cadelinha que se perdeu das donas mas que por sorte conseguimos devolver. Fiquei com pena, de fato.

Beijo!

Del Santana disse...

ai Del, que lindo esse post. E, na verdade, o Tony já achou seu dono, ou melhor, a sua dona :D

Costelinha, meu cachorro, também não gosta muito do meu pai, haha. E chora de alegria quando mostramos a coleira p/ ele; muito fofo.

beijo

nothingbutasong disse...

oi ! descobri seu blog ha pouco e amei ! seu jeito de escrever, de conta sua vida com palavras é tão bonito ! e seu gesto com o fofo do tony então ? torço pra que vcs fiquem juntos ta ? [mas só se os outros donos não estiverem sofrendo por isso, porque eu sofreria demais se perdesse meu lennon] continuarei lendo posts mais antigos por aqui e aguardando novos !

beijinhos (:

Andreia disse...

Acho que ele nunca mais vai embora. Estou com um feeling. x)

Mas o Tony é bem fofo. Me lembra a minha Nina (acho que ele deve ser meio maltês, meio caniche. Pelo menos parece... o.o) :(

É tão bom ter cães em casa, são uma óptima companhia. :)

Adorei as fotos. <3

Ana Lu disse...

Aii, esse Tony é um FOFO! Também tenho o feeling de que ele não vai embora não, hein? Achou os verdadeiros donos! Mas que eu fico aflita e pensar em um dono procurando loucamente por ele, ah que eu fico, porque se eu tivesse perdido a Kimmy eu estaria DOIDA. Mas com certeza sua parte você fez, querida!
Beijos!!!

Pablo disse...

Nossa, sempre vi esse banner sobre um cão perdido, e nem sabia que era você quem achou. Hehehe! Que lindo... eu ficaria com dó se o verdadeiro dono aparecesse, apesar de que, quem perdeu deve estar bem triste né? Bom, não sei o que faria.
Certa vez aqui em casa também apareceu um cãozinho. Colo(quei)camos o nome de Bartolomeu, mas da mesma forma que ele apareceu, dias depois ele sumiu. Assim, do nada! Até hoje não entendemos direito.
Gostei da história, e no meu theme novo talvez tenha um espaçozinho pra ajudar à divulgar também. ^^

Ba Moretti disse...

Eita cão sortudo que no azar de se perder achou um lar com muito amor pra dar. As fotos são uma fofura e dá vontade de esmaga-lo.
Seja com quem for, que ele seja feliz :)

Gabriela, disse...

Eu acho que o Tony fica forever! :)
Sabe que meu namorado me explicou que os cães não tem medo de fogos de artifício. Eles se escondem porque sentem dor no ouvido por causa da frequencia do som. Não sei explicar tão bem quanto ele. hahahaha, que nerd, né? Enfiiim, Tony é um amor! :)
Beijo.

Mandy disse...

aah, adorei aqui *-*
tbm tenho esse toc com sidebar, vivo mexendo e remexendo e nunca me satisfaço *u*

parece que já virou cão da família né?
Q
bjus
http://la--lullaby.blogspot.com

Thay disse...

Oba, notícias do Tony! HAHA, não sei, mas sinto que ele encontrou um lar permanente com vocês. Mesmo que o dono original seja encontrado, o carinho e o laço que esse nanico criou com você e sua família não vai ter fim. Tony é uma gracinha, um verdadeiro criador de caso! Fico feliz que ele tenha se adaptado tão bem ao novo lar - o que dá pra notar pelas fotos, ficaram muito bonitinhas, adorei a sequencia final. ^^
Beijo, Del!

Roberta disse...

pelo visto ele já se sente em casa ...
tem muita sorte de ter encontrado vc.
Um dia fui tentar tosar minha cadelinha com tesoura de costureira, pq não encontrei a de barbeiro fiz um furo no meio das costas dela, desde esse dia nunca mais me atrevi ... agora só o pet ^^

Jana disse...

Os olhinhos dele parecem mesmo duas jabuticabas. Todo branquinho e só destaca mesmo os olhos e o linguão vermelho =P Sei que o nome dele é Tony, mas ainda acho que José Cândido combina mais, sabe? Muito mais original. Enfim, uma fofura sem tamamnho e , ao que parece, totalmente adaptado à nova vida. Achei engraçado você dizer que ele não gosta do teu pai. Será que ele andou endo o post das flores roxas (ou mato) que teu pai não quis arrancar e se juntou a sua causa? haha

PS: Não sabia que você tinha outro cachorro. 3 é demais, o lema é esse aqui em casa. >_<

Beijokas, Del!

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