Outro dia uma garota estava em um ponto de ônibus esperando por um Terminal de algum santo por aí. Um garoto sentado ao seu lado observava o balançar das copas das árvores que o vento provocava. Todos os ônibus indo para todos os cantos da cidade passavam, menos o esperado. Foi então que o garoto perguntou, assim como quem não quer nada:
- E a vida, hein!?
- O que tem ela?
- Passa rápido demais...
- Passa devagar demais para alguns. Já estou aqui há quinze minutos.
- Não tem problema, estou há vinte minutos.
Os ônibus passavam como se a pressa fosse inimiga, mas também se arrastavam só para garantir a rivalidade. Um garoto ainda olhava para as árvores com suas copas inquietas, como se a vida fosse simples daquele jeito. A garota olhava para seu relógio no pulso, observando os ponteiros indo um contra o outro, como se a vida fosse apenas aquilo.
- O que você pensa da vida?
- Tempo demais, vida de menos.
- Vida demais, tempo de menos, eu diria. Porque amanhã completarei vinte anos e ainda não tive tempo para pular de paraquedas...
- Medo demais?
- Trabalho demais.
- Horas e prazer de menos.
O engarrafamento era tanto na avenida quanto na calçada do ponto de ônibus. Um passo a mais para direita e disputavam espaço com motoqueiros, um passo a menos, indo para a esquerda, e um guarda-sol lhes furavam os olhos. Mas as árvores, é, ainda eram árvores, e um garoto se aproximou.
- O que é a vida para você?
- Um punhado mal calculado de segundos, dias e noites. E para você?
- Um momento que passa.
- Que momento?
Os ônibus formavam fila, os passageiros também. Era um show de buzinas, pisadas nos pés, desculpa, com licença, você vai pegar esse ônibus? posso passar? licença!! olha o sorvete um reaaaal! e os carros não iam e os ônibus queriam ir e a moça foi. Um garoto, meio dormindo meio filosofando respondeu ao nada:
- Esse momento.
- Droga, ele passou!
- O momento?
- Não, o ônibus!
- Droga!
Um garoto e uma garota sairam correndo pela calçada erguendo os braços e mandando um Terminal de algum santo por aí parar. Aliás, eles corriam como se suas vidas dependessem daquilo, mas não estavam indo a lugar nenhum. Como se a pressa fosse inimiga. Mas mantinham-se àvidos...
Só para garantirem a rivalidade.
- E a vida, hein!?
- O que tem ela?
- Passa rápido demais...
- Passa devagar demais para alguns. Já estou aqui há quinze minutos.
- Não tem problema, estou há vinte minutos.
Os ônibus passavam como se a pressa fosse inimiga, mas também se arrastavam só para garantir a rivalidade. Um garoto ainda olhava para as árvores com suas copas inquietas, como se a vida fosse simples daquele jeito. A garota olhava para seu relógio no pulso, observando os ponteiros indo um contra o outro, como se a vida fosse apenas aquilo.
- O que você pensa da vida?
- Tempo demais, vida de menos.
- Vida demais, tempo de menos, eu diria. Porque amanhã completarei vinte anos e ainda não tive tempo para pular de paraquedas...
- Medo demais?
- Trabalho demais.
- Horas e prazer de menos.
O engarrafamento era tanto na avenida quanto na calçada do ponto de ônibus. Um passo a mais para direita e disputavam espaço com motoqueiros, um passo a menos, indo para a esquerda, e um guarda-sol lhes furavam os olhos. Mas as árvores, é, ainda eram árvores, e um garoto se aproximou.
- O que é a vida para você?
- Um punhado mal calculado de segundos, dias e noites. E para você?
- Um momento que passa.
- Que momento?
Os ônibus formavam fila, os passageiros também. Era um show de buzinas, pisadas nos pés, desculpa, com licença, você vai pegar esse ônibus? posso passar? licença!! olha o sorvete um reaaaal! e os carros não iam e os ônibus queriam ir e a moça foi. Um garoto, meio dormindo meio filosofando respondeu ao nada:
- Esse momento.
- Droga, ele passou!
- O momento?
- Não, o ônibus!
- Droga!
Um garoto e uma garota sairam correndo pela calçada erguendo os braços e mandando um Terminal de algum santo por aí parar. Aliás, eles corriam como se suas vidas dependessem daquilo, mas não estavam indo a lugar nenhum. Como se a pressa fosse inimiga. Mas mantinham-se àvidos...
Só para garantirem a rivalidade.







