Antes de começar o texto, preciso responder a duas perguntas: 1) Não, o dono dele não apareceu; 2) Não retirei a foto dele do blog, só a coloquei na página O Circo. Sei lá, deu alok e achei que estava "poluindo" a sidebar (olha o TOC aí, gente).
O Tony está aqui há mais de um mês. Já está acostumado com a rotina da casa e com todo mundo que mora ou frequenta aqui. Não que sejam muitas pessoas porque, tirando meu namorado, não vem mais ninguém. Portanto, esse é o último texto sobre a saga do pequeno tapete de banheiro (apelido que o namorado deu) que caiu no meu colo. De agora em diante, Tony continuará hospedado aqui em casa esperando por sua verdadeira família ou, quem sabe, se associando cada vez mais a minha. Claro que voltarei a mencioná-lo no blog, mas não como um boletim informativo e sim como um simples texto de rotina. Cumpri meu dever de pacata cidadã e agora deixo o restante com o cosmo. Ele irá decidir se Tony sai ou fica. Mais ou menos como um BBB só que de boa qualidade.
Por duas vezes tentei tosar o pêlo dele. Sei que não tem mais acento, e fodace. Da primeira vez tudo saiu melhor que o esperado, já na segunda vez, Tony ficou com um singelo buraco de rato em seu penteado canino. Nada que a espera e a natureza não possam consertar. Mas ficou decidido que, assim que possível, o pequeno será levado para o Pet Shop mais próximo e ficará longe de minhas mãos munidas por tesouras. Não reclamei do combinado porque taí um direito do qual abro mão. Minha rinite também agradeceu. Tony então, pobrezinho, deu seu sorriso maroto de costume. Ele adora nos olhar entre suas sobrancelhas avantajadas com um sorriso de língua de fora. Seus olhos parecem duas jabuticabas.
Uma vez agregado, é certo que não o criamos desde filhote nem sabemos qual sua idade. Por isso, ainda estamos o conhecendo. Minha mãe está completamente apaixonada por ele e sempre o enche de beijos. Eu também me acostumei com sua presença pela casa e Benjamin, definitivamente, arranjou um "irmãozinho". Todas as manhãs, Tony entra no meu quarto, sobe na minha cama, na minha cabeça, e lambe meu rosto para me acordar. Quando está com fome, começa a nos morder. Se está com sede, mas não tem água no potinho, ele o arrasta fazendo o maior barulho até onde estivermos e faz cara de "tem como?", abanando o cotoquinho (não dá para dizer que ele tem um rabo). Às vezes ele come sentado. Adora rosnar para o Tobias, meu outro cachorro, e o odeia gratuitamente. Ainda não o levei ao veterinário por que$tõe$ pe$$oai$.
Tony adora morder as patas traseiras do Benjamin e brincar de ponte, passando por debaixo dele que tem o dobro do seu tamanho. Ele ainda faz xixi dentro de casa, mas só quando está ocupado brincando e não tem tempo de ir para o quintal. Quando minha mãe está trabalhando, ele vira minha "pantufa". Vai para todos os lados que vou, me acompanhando, e só pára quando eu paro. Chego a sentir dó do bichinho porque sou hiperativa. Descobri que ele gosta do calorzinho do notebook. Tudo indica que ele não sente falta dos antigos donos, mas sempre que um de nós saímos o outro precisa segurá-lo, se não ele sai portão afora. Aliás, enquanto eu estava na terapia dia desses, minha mãe contou que ele fugiu. Quase perdemos o perdido!
Quando minha mãe abriu o portão para entregarem a ração, Tony disparou por entre os pés dela e desceu a rua correndo. Latiu para todo mundo, para todos os cachorros, pulou, farejou, deu a volta na esquina e sumiu. Minha mãe foi atrás dele, mas quando ele entrou na outra rua ela, com pouca paciência, virou as costas e entrou em casa. Alguns minutos depois, Tony voltou com o rabo cotoco entre as pernas e subiu direto para o meu quarto, onde ele se esconde para não levar bronca.
Sabemos que existe uma propaganda com o jingle "Tony, Tony, uuuuuh!", mas nem com reza braba nos lembramos qual é. De qualquer forma, adoro chamá-lo de "Tony, Tony, uh!" e ver seu cotoco balançar freneticamente. Para nos comprar, ele fica nas duas patinhas traseiras e se estica todo apoiando as patas dianteiras no nosso joelho. É um fanfarrão! Já tem coleira e fica louco quando minha mãe a coloca para os dois me acompanharem até o ponto de ônibus. Tony, claro, causa o maior frisson.
Ele adora babar a casa inteira depois de tomar água. Gosta de me encontrar pela casa quando me escondo dele (o Benjamin que o ensinou a brincar). Adora comer besteiras e roubá-las de cima de algum móvel que consiga alcançar. Tem medo de fogos de artifício. É viciado em colo e quer toda a atenção do mundo para ele. Sempre me recebe com grandes comemorações, só falta esticar um tapete vermelho e jogar confete. Já entrou para minha pasta de fotos caninas. Já faz falta quando estou na rua. Não gosta do meu pai, adora minha mãe e vai com a cara do meu namorado. Gosta de carinho no topo da cabeça, mas só aquele feito por mim.



















