Já comentei sobre isso no meme sobre as 6 coisas que quero fazer. Não gosto de falar sobre "projetos" ou o que pretendo fazer. Na verdade, até a palavra "projeto" causa desconforto. Esse livro não é o tipo de coisa que se encaixa em categorias. Não é uma estratégia ou algo que tenha que sair como o planejado. Helena não é nada disso. Esse livro é a representação do que sou, nada mais. É só um amontoado de folhas escritas por quem quer brincar de inventar histórias. Não tenho diploma de curso superior. Não sei usar corretamente a gramática e ortografia da nossa língua. Também não sou criativa a ponto de escrever A Melhor História de Todos os Tempos. Mas sou perfeccionista. Sou persistente. Curiosa. Essa é a palavra! Eu sou uma garota curiosa.
A ideia do livro surgiu da vontade de escrever sobre o cotidiano de uma garota comum, com uma vida livre, mas ao mesmo tempo cheia de amarras que serão desamarradas ao longo da história. Em 2008 abri um documento em branco do Word, escrevi em letras garrafais um nome, um título qualquer para um capítulo e montei a primeira descrição que veio à cabeça. Quando dei por mim, Helena nascia diante dos meus olhos e diretamente da ponta dos meus dedos. Batizada com o nome da minha futura filha e com muito de mim emprestado, a personagem ganhou não só uma, mas sim mais de 50 páginas. Estruturei uma família, escolhi amigos a dedo e construí uma nova vida dentro daquele documento.
Helena é uma moça de 25 anos que mora sozinha com seu gato, o Rusky. É formada em jornalismo, trabalha em uma agência e nutre um amor platônico por seu colega de trabalho, o Eduardo. Sua vida fica de ponta-cabeça após um incêndio no prédio onde mora, que a obriga a se mudar por um tempo para a casa de sua "melhor amiga" juntamente com seu vizinho, e também amigo, Eikki.
É um centímetro mais alto do que eu, parece meu irmão mais novo quando uso salto alto e fico ao seu lado. Isso me obriga a comentar sobre sua cara de criança. Apesar de ser dois anos mais velho, Eikki parece infinitamente mais novo; até mais do que as crianças que brincam no parquinho do condomínio. Mas não é cara de bebê, é cara de criança mesmo, assim como suas atitudes.
A partir daí, o final de ano se transforma em um grande divã onde Helena aprende a se tornar uma jovem adulta. Viciada em listas e sempre registrando seus pensamentos sobre seus pais e a sociedade, ela tenta sobreviver ao caos que sua vida se tornou após a interdição do Condomínio Íris. A história se desenrola devagar. É com muito carinho que escrevo cada diálogo e penso sobre os próximos passos a serem dados por ela. Não é fácil, e eu gostaria muito de poder voltar no tempo para ter uma séria conversa comigo sobre "escrever livros".
A vida de Helena parece acontecer juntamente com a minha. Já estou comemorando o quarto ano desde que comecei a escrever o livro, e sinto que estou longe de terminá-lo (Helena ainda vive o que deve ser escrito). Infelizmente, isso causa muita ansiedade de minha parte porque, claro, quero lançar meu livro o mais rápido possível. De forma independente porque sou raruxa já que um contrato com alguma editora demoraria, sei lá, talvez minha vida inteira para acontecer. Repito que não sou profissional, tão pouco sei ao certo o que estou fazendo. Helena, para mim, é apenas uma aventura. Mas, apesar de sua vida se resumir apenas as páginas que eu lhe permitir, é uma garota que conquistou um canto do meu coração e algumas horas do meu dia.
Às vezes tenho a impressão de que nem todo o tempo do mundo seria o suficiente para conhecê-la por completo. Ela tomou proporções tão grandes, que chego a acreditar que minha ideia conquistou autonomia. Nem toda minha vida seria o suficiente para preencher todos os vácuos que, inevitavelmente, todo personagem tem. O que é uma pena, Helena vale cada segundo.
PS: Sim, há homenagens à Finlândia e ao O Teatro Mágico também. Mas não conto nada sobre isso 
PPS: Amo esse emoticon!

PPS: Amo esse emoticon!




9 comentários:
Ai, Del! Já estou ansiosa pra ler. Tenho um fraco por livros com apenas um nome de título, e acho Helena um nome super forte, é o nome da minha irmã, e eu acho lindo. Se não fosse de minha irmã, seria um forte candidato para minha futura filha, que será Clara. E isso me deu vontade, mas me falta coragem, de escrever um livro chamado Clara. Hahaha. Podíamos ser mais simples e inventar um meme, cujo título deve ser apenas um nome! Que tal?
13 de março de 2012 17:04
Vou querer um exemplar autografado! \o/
Poxa, fiquei curiosa pra ler seu livro! O pouquinho que você descreveu da Helena já me deixou com vontade de quero mais. Assim como Ana Luísa disse aí em cima (tá, eu bati o olho no comentário e comecei a ler, é mais forte do que eu!) também acho Helena um nome lindíssimo e bastante forte. Sei lá, parece que é nome de mulher decidida e corajosa, daquelas que enfrenta o que vier na vida. Tudo bem que não conheço nenhuma Helena, digamos, real, mas as das histórias sempre são pessoas de fibra.
Ah, e só pra constar: voltei com o blog! :)
=**
13 de março de 2012 18:04
Eu já tinha lido por aqui que tu tinhas escrito ou estava a escrever um livro. Parece que é mesmo verdade.
E pelo que pude ler no post, a Helena parece ser um personagem bastante interessante. Bem que gostava de o ler... :|
13 de março de 2012 18:35
me avisa quando será o lançamento que eu COM CERTEZA estarei presente, pedindo autógrafo, tirando fotos e muito mais! realmente, acho que uma pessoa com um talento natural de escrever como você, deve escrever um livro! aguardo ancioso! ^^
13 de março de 2012 19:01
Ah, nem me fale em escrever um livro. Desde pequena tenho essa vontade de escrever, e até hoje essa é uma grande paixão que não sei se realizarei. Vários cadernos incompletos, uns com idéias tão inocentes e simples como minha mente de criança pensava em escrever, até documentos do word, também deixados pela metade ou menos, logo vistos por mim como um fracasso total. Admiro muito quem consegue completar uma história e transformá-la em um livro, porque toda vez que tento me perco. Espero que um dia eu consiga terminar a minha história, quem sabe. Boa sorte no seu, espero que você consiga terminá-lo! Beijos
14 de março de 2012 00:33
Eu também vou querer um exemplar autografado!
É um desafio muito grande escrever um livro com calma, sem aquela vontade louca de terminar ele amanhã. Acho que não dou conta.
Tomara que eu possa saber mais sobre a tal vida de Helena (:
14 de março de 2012 10:50
Del, quero ler e ponto final.
14 de março de 2012 14:53
Del eu adorei, sério, quando a gente vai poder começar a ler? Que tal disponibilizar um capítulo, ham? Ok, eu espero! Eu também morro de vontade de escrever um livro, sabe, tenho um título já, mas apesar de já ter escrito um monte de histórinas (algumas bem longas até) essa ideia ainda tá travada, mas qualquer dia sai.
14 de março de 2012 18:51
Helena vale cada segundo.
E cada segundo valerá a pena. Espero ansiosa.
Já tinha ficado, quando mencionou no meme.
E agora, conhecendo um pouquinho mais, a ansiedade aumentou.
Quando lançar, vou querer um e ponto. Mal vejo a hora, de ler, de conhecer mais sobre Helena.
Tenho certeza, de que será uma ótima história, um ótimo livro e tu, uma ótima escritora. (Se já não é.)
Um beijo, Del.
15 de março de 2012 17:47
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