Não tenho plano de saúde; como a maioria dos brasileiros tenho um iPod, mas uso o Sistema Único de Saúde. O motivo é simples: meu emprego paga um produto da Apple, mas não oferece assistência médica. Quando digo que os valores humanos estão desgraçadamente equivocados, as pessoas apontam o dedo e dão risada. Não, pior: elas apontam o dedo e votam no Tiririca! Só para justificar a insignificância brasileira mesmo. Já disse uma vez minha sábia psicóloga: Atestado de Merda Permanente. Enfim, eu uso o SUS e ponto final. As razões ficam a meu cargo, que lavo minhas próprias calcinhas.
Daí que, obviamente, minha psquiatra provém desse antro. Ela realmente acredita que sou mais uma das tantas pessoas encostadas no governo que lotam sua salinha mequetrefe. Nada nem ninguém a convence do contrário, embora eu tenha tentado arduamente. Mas tudo bem, na falta de opção, no "é o que tem para hoje", eu vou com o rabo entre as pernas me humilhar diante da magnitude da UBS.
Vez e outra leio alguém desfiar elogios ao SUS, e olha: não tiro a razão. Existem sistemas que funcionam muito bem, por exemplo, o Hospital das Clínicas; e ainda melhor o Darcy Vargas onde tratei minha bronquite asmática sem custear nada senão o remédio, e ainda fui bem recebida, brotando assim minha paixão pela fisioterapia (mais precisamente a pneumologia). Há também outros hospitais e lugares que oferecem uma assistência 100% humanitária, mas nem por isso vou fechar os olhos para os problemas. Ninguém aqui é gado nem parente dos funcionários públicos que criam teia de aranha em um serviço funcional. O Tiririca quase convence a população do contrário, sei disso. Afinal, é o trabalho dele. Mas nós somos humanos.
Por duas vezes fui obrigada a faltar na consulta que havia marcado com ela. Juro que não foi por diversão nem orgias; eu tive que. Isto deveria bastar para um paciente psiquiátrico, seja ele louco do cu ou eu. Qual foi minha surpresa quando o recepcionista deu piti!
— Por que não veio? - extremamente estúpido. — Não é assim que funciona, vai chegando aqui para ser atendido! Tem que marcar! Não vou passar, não. Está pensando o quê? Não é assim.
Eu pensei, realmente com pena: pobre coitado, deve ser o único poder que ele conseguiu atingir na vida; o responsável pela agenda. Esse computador cujo sistema sempre trava deve ser a única coisa que ele tem, né. Tadinho! Se eu chego aqui, querendo desrespeitar o habitat dele, lógico que ele se tornará agressivo. Quanto menos importância a pessoa tem, maior ela pensa que é. Respirei fundo. Minha mãe, que sempre me acompanha nas consultas, explicou com toda a paciência do mundo (porque o doente mental ali era ele) que eu precisava da receita médica para comprar o remédio controlado. É óbvio. Lógico que é. Mas muitos se perderam entre a ascendência dos índios para a catequese, e lá ficaram usando roupas de civilizados, mas com a cabeça ainda na selva. O cara discutiu. Nossa, como ele argumentou! Defendeu sua agenda com unhas e dentes. Olha, a banca do Oscar se emocionaria fácil! No fim das contas entrei, e após o minuto relâmpago de consulta saí com minha receita. Claro, agradeci aos céus por aquelas pessoas abençoadas da UBS terem feito este grande favor para mim!
São realmente uns santos.
Dois meses depois (intervalo entre uma consulta e outra) novamente fui obrigada a faltar no dia marcado. Desta vez quem deu piti fui eu porque já sabia a guerra que me esperava naquele posto de saúde. Eu sabia que o Guerreiro estaria de armadura e tudo, quiçá com uns soldadinhos estrategicamente colocados em cima de um mapa medieval, indicando por onde atacariam. Não seria nada fácil fazer com que o Guerreiro quebrasse mais uma vez aquele ato sagrado. E não foi fácil mesmo...
— De novo? Por que não veio mais cedo? É a segunda vez! Não interessa porque faltou! Vou deixar passar hoje de novo, mas é a última vez! Depois não tem conversa. VAI LÁ, VAI! VAI LOGO.
Desumanizando o cachorro em 4, 3, 2... O encantador de cães adoraria domar esse pequeno poodle. Acatei, mais uma vez, as ordens do sacramento, mas fiquei um bom tempo encarando o senhor de pouca habilidade social. Deixei que ele soubesse que a partir daquele balcão ele era um bosta, assim como eu.
— Você é folgado! - eu disse de mansinho. Podemos não ter merda alguma para perder, mas eu ainda tenho meu cu.
O texto deve estar uma bosta, mas eu não ligo. Sério. Só quero desabafar. Você deve ter abandonado ou até se deu ao trabalho de fazer leitura dinâmica (o que é digno de agradecimentos), mas eu vou continuar digitando sobre o estrume que é minha vida sem emoções. Continuando: Consegui um encaixe, graças a santidade do Guerreiro, e esperei minha vez de ser chamada. Veja você, se minha psiquiatra me encontrar na rua não irá me reconhecer, pois nunca viu meu rosto antes. Em dois anos de consulta essa mulher nunca levantou o rosto da folhinha de receitas para me encarar e, quem sabe, perguntar: Como você se sente? Se não fosse meu prontuário, algo me diz que ela me chamaria de Psiu! Ela receita o mesmo remédio e recomenda terapia, seguindo um roteiro desconhecido por quem não trabalha no SUS. Não sabe com quem faço terapia, muito menos SE estou realmente fazendo, nunca perguntou sobre o efeito do remédio, se ajuda ou não, como me sinto, como vai a ansiedade e nada do tipo. Como diz meu namorado: é uma farmacêutica, e não médica. Ou seja, vou lá, fico na salinha por um minuto e meio (já contei) e vou embora com remédios receitados. Simples como um crime doloso.
Na minha inocência, imaginei que ela diria: "Da próxima vez que você faltar, pode entrar sim no encaixe (por causa da necessidade que um paciente como eu tem) ou tente remarcar para o dia seguinte, caso o Guerreiro surte novamente e você o mande tomar no cu." Acreditei nisso. Você acredita? Walt Disney com certeza acreditaria também.
— Por que você não veio ontem?! - estúpida, nem ao menos me esperou sentar na cadeira. — Olha, isso não dá! Da próxima vez eu vou mandar você voltar para casa. É ridículo! Não posso passar o dia inteiro aqui atendendo encaixes! Vê se marca em um dia que possa vir. - e eu ainda não tinha sentado. — Toma aqui! - e começou a escrever a receita.
Comecei a me confundir porque, veja bem, quem está precisando de medicamentos? Quem está sob a responsabilidade de quem? Quem decidiu pelo acompanhamento psiquiátrico? Quem é o médico e quem é o monstro? Uma singela inversão de papéis. A médica quase gritava enquanto eu mantinha as mãos sobre as pernas, sentadinha na minha humildade e esperando pelo fim do meu dourado um minuto e meio de consulta. Minha mãe entrou na sala - acho que após ouvir o quase berro da médica - e tentou explicar que eu ainda me sentia muito ansiosa, nervosa e com insegurança. Os medicamentos há muito tempo não fazem efeito.
— Tem que fazer terapia! Você não pode esperar que os outros façam o que você tem que fazer, ué! Tem que reagir! - não existe coisa pior do que "tem que reagir" para quem sofre de Ansiedade. — Tem que se virar sozinha. Tem que continuar o tratamento direito, não pode parar de fazer terapia! - e quem disse que eu parei?, mas ela não me deixou falar. — E tem que vir a consulta quando marca, né? No mínimo!
Resultado? Saí chorando porque quem sofre de Transtorno de Ansiedade e o caralho a quatro tende a se sentir um bosta 24hrs por dia. A psiquiatra deveria ser a primeira a saber disso, mas está claro que sua deficiência crônica de bom senso a impede de enxergar a um palmo do nariz. A UBS não oferece um atendimento via telefone para a remarcação de consultas ou qualquer que seja a dúvida ou urgência. Eles sequer nos avisam quando os exames são marcados ou quando nossos resultados chegam. Se um paciente não pode comparecer a consulta, foda-se. Simples como o Sistema é. Somos obrigados a esperar de quatro a seis meses por uma nova vaga; só não sei como eu posso esperar tanto tempo sendo que o medicamento é parte integrante do meu tratamento, recomendado pela própria Filha da Puta (desculpa por ofender tanto as putas, mas é um palavrão de costume). Fica a dúvida de como vou avisar minha falta se ligo lá e rosnam do outro lado da linha que aquele telefone não é para isso! Também não faço a menor ideia de quem será responsabilizado pelas minhas crises nervosas na falta da prioridade em atendimentos psquiátricos. Afinal, para que serve aquela bosta de mulher ocupando a cadeira que um profissional competente merece?
O Tiririca, com certeza, não conhece essa piada.




13 comentários:
Acho que é por isso que não vou muito com a cara de psicólogos e psiquiatras. Acham que nós é que temos a obrigação de estarmos ali quando eles querem, quando é justamente o contrario. Afinal, são eles que precisam de nós ou somos nós que precisamos dele? .-.
Eu tenho pesadelos - literalmente falando. Sonho com coisas horríveis, que só são comparadas com que se vê na TV e se lê nos jornais. A primeira - e única - vez que fui a um psicólogo ele disse-me que fui violada quando era garota. Claro que ele só chegou a essa brilhante (?) conclusão depois de ter dito que sonhava com raparigas a serem violadas. (Graças a Deus eu não cheguei a mencionar crianças que sao 'incomodadas' por adultos, ou que sonho com pessoas a suicidarem e a matarem outros, ou pessoas a morrerem queimadas. Dx)
Certamente haverá 'doutores' que são profissionais, que gostam do que fazem e que até se preocupam se o paciente faz ou não o tratamento. Mas parece que a grande maioria só está lá para ganhar o deles ao fim do mês. É por isso que para mim a pior coisa do mundo é ficar doente. D:
Desculpa o comentários enorme...? T___T (É para compensar todos os outros que não te deixem. 8D)
Beijokas
12 de julho de 2012 21:25
Olha, eu também sofro de transtorno da ansiedade e outras coisitas mais, mas nunca fui em um psiquiatra ou psicólogo - estou na base da auto-diagnose mesmo. E, realmente "não existe coisa pior do que 'tem que reagir' para quem sofre de Ansiedade". É uma das coisas que mais me irritam nas outras pessoas, que simplesmente não entendem o que se passa com você.
Enfim, é extremamente desagradável quando os outros, principalmente os profissionais, que deveriam fazer seu trabalho da melhor forma, agem com desrespeito e falta de consideração. Infelizmente, é algo que ainda vamos ver muito por aí.
Espero que as coisas melhorem, e que você consiga depois mudar de psiquiatra, encontrar alguém que te trate com um mínimo de profissionalismo.
Beijos
12 de julho de 2012 22:46
Falta de profissionalismo completa.
Tanto do atendente quanto da "médica" em si.
Existem pessoas que infelizmente trabalham por trabalhar, não tem o mínimo respeito pelas pessoas. E por estar ali como que por obrigação eles acham que não tem obrigação de nos tratar com respeito, porque "nós" somos culpados, "nós" somos a sociedade maldita que disse que para viver você tem que trabalhar mesmo que você não goste, mesmo que você trabalhe com algo com o qual não queira trabalhar.
Essas pessoas são dificeis de se lidar, mas não fique mal. Eles são pessoas ridículas que não merecem um pingo da sua atenção!
Você é bem melhor que eles no sentido de educação, então foque-se nisso.
Primeira vez que entro nesse blog e esse é seu primeiro texto que li, e fico feliz por ter lido ele inteiro. Você pode ter ansiedade, você pode ficar mal, mas sinceramente? Aposto que nenhuma dessas pessoas que te deixam/deixaram mal poderia fazer um texto tão bom e tão profundo e crítico como o seu. Parabéns
13 de julho de 2012 00:48
QUE ABSURDO!!
nossa você é muito calma! lógico que ta certa, mas eu sairia de lá direto pra delegacia!
está certissima por ultilizar um serviço que você paga e que é seu direito!
13 de julho de 2012 03:20
Tenho medo de postos de saúde, sério. Porque a sensação que tenho nesses lugares é sempre de miséria e desrespeito a vida do próximo e isso me deprime tanto! Nunca tive a ousadia de procurar ajuda psicológica pelo SUS, pois pagando [caro] já não me senti a vontade com psiquiatras/psicologos, não sei como me sentiria lidando com pessoas horriveis como essas. Falta lembrarem de vez e quando que, nós pagamos sim por este serviço com nossos impostos e eles também recebem para fazê-lo.
13 de julho de 2012 09:55
Caramba, que ódio dessa mulher. Os médicos estão cada vez mais desumanizados, impressionante. Onde já se viu tratar um paciente desse jeito? Argh, fico agoniada só de pensar. Sou a favor de uma teoria que diz que quem precisa de psicólogos e psiquiatras são eles mesmos. E não existe outra psiquiatra pelo SUS não? :/
Beijo :)
13 de julho de 2012 13:13
Eu tenho plano de saúde porque minha mãe trabalhava no banco e tem pra ela e pra todos os dependentes, ainda bem porque eu provavelmente sou a pessoa do mundo inteiro que mais usa aquele plano de saúde. Sinto que tenho altos e provavelmente graves problemas mentais, mas não tenho coragem de buscar meio de me tratar deles, porque a única vez que fui num psquiatra ele disse que eu tinha que ler filosofia (o que eu fazia desde os 12 anos) e me deu um remédio que me fez muito mais mal do que bem, parei de tomar por conta própria e ponto final. Fiz terapia por muito tempo, em vão porque simplesmente não tenho capacidade de falar o que importa e fico enrolando tanto o profissional como a mim mesma. Uma bosta.
Quanto ao SUS, tenho que usar porque tomo remédio muito caro e preciso que o governo dê pra mim e nesse caso sempre tudo funcionou muito bem, com a cirurgia do meu pai também deu tudo certo, acho que o pior problema do seu caso é que a médica deve ser sobrecarregada e deve odiar a vida que leva e assim sendo desconta em todo o universo.
Minha única sugestão é a seguinte: Não há como você procurar outro psquiatra em outro hospital, alguém que atenda direitinho e seja legal, pelo menos? Porque do jeito que as coisas andam, ao invés de te ajudar está é piorando.
P.S.: Meu envelope selado está a caminho, se é que não chegou!
<3
13 de julho de 2012 19:59
Ah, mas você diagnosticou perfeitamente o atendente, com certeza deve ser o único lugar que ele consegue ou pensa que tem alguma autoridade. Vida medíocre, ter que mostrar superioridade pra convencer alguém de algum poder que ele mesmo sabe que não tem. Dificilmente não é isso.
Nesses lugares eu raramente vejo pessoas HUMANAS - que é o que o PROJETO SUS mais preza, humanidade. Eu ainda moro bem no interior, acredito que por ser cidade pequena e tal, apesar dos pesares ainda se encontra pessoas dispostas a ajudar e não pessoas que na verdade precisam de ajuda e diminuem quem a procura.
13 de julho de 2012 21:05
Eu costumava ter plano de saúde, mas já estou há 2 anos sem e me recusando buscar o SUS, porque durante muito tempo já o usei e sei muito bem como é ser tratado como a mosca no cocô do cavalo do bandido. Enfim...
Eu ODEIO, sim assim mesmo em letras garrafais, ODEIO "tem que reagir". Continuar respirando já é uma reação e tanto então cala a boca, porra! *Desculpa, tô exaltada aqui, doida pra vivenciar as cenas de "Um dia de Fúria".
Melhoras, Del.
14 de julho de 2012 01:00
Faz o seguinte: da próxima vez que for lá, roube o talão de receitas para controlados e o carimbo da vadia. Assim não precisará ver a cara da vagaba por um bom tempo.
Detesto psicólogos e psiquiatras "de consultório".
14 de julho de 2012 05:09
Del, eu tenho desacreditado dos médicos em geral, em qualquer sistema. Acredite, até mesmo os médicos dos sistemas particulares não andam lá essas coisas. A sensação que tenho é que os médicos, na maioria das vezes, não dão a mínima para o paciente, sabe?
Meses atrás fui ao médico por conta de uma infecção urinária. Marquei meu horário (coisa que nunca dá certo, já que eles não cumprem horários) e fiquei de molho. Chegou um casal rico (sim, eram ricos, eu conhecia a mulher) e foi logo sendo atendido. Levaram UMA HORA E MEIA na sala do médico. E saíram todos sorridentes, o médico com eles, fazendo a gentileza de acompanhar as visitas até a porta. PUTZ, estavam de papo enquanto eu e várias outras pessoas esperávamos o nosso "horário". Quando finalmente fui atendida, o médico mal olhou p/ mim, passou um antibiótico (eu já estava com os resultados dos exames) e eu, que já tive alergias a antibióticos, disse preocupada: "e se eu tiver reação alérgica (expliquei o meu caso)?". Ele, envolvido com o computador, disse: "bem, você só vai saber se tomar...".
Del, sei muito bem como é difícil enfrentar problemas relacionados a transtornos de ansiedade, mas às vezes quem deveria nos ajudar consegue nos deixar pior... Aí fico com a frase "antes só do que mal acompanhado" (sinceramente? Tem funcionado comigo).
Beijo
(Ei, quanto tempo, né?)
14 de julho de 2012 07:35
Del, que situação terrível! Mas olhe que mesmo quem tem plano de saúde passa por coisas como essas em níveis variados. São médicos que não atendem no horário marcado, atrasam horrores, mal olham em nossos olhos enquanto a consulta rola e parece que o que mais querem é se verem livres da gente! Há alguns anos tive que ser hospitalizada às pressas e fomos para o pronto socorro, lógico. E o médico de plantão queria a todo custo que eu fosse levada para a clínica dele, pq isso e aquilo. Mas meu pai logo sacou que ele só queria que as despesas fossem pagas pra ele e não para o hospital.
Não sei o que anda passando pela cabeça desses médicos. Quer dizer, até sei, né, só querem dinheiro e que se dane o paciente! É uma vergonha, isso sim, que pessoas que se propuseram a cuidar da vida ajam de maneira tão mesquinha e patética. E assim vamos vivendo. Erro após erro, médico ruim após outro pior. O que eu penso, meio como um mantra, é que o carma não há de falhar!!
E, sei lá, provavelmente você já deve ter procurado por isso, mas não tem outro unidade do SUS em que possa ir? Com uma médica de verdade? Pq essa que te atende é tudo, menos médica!
Beijo Del! E força aê!
14 de julho de 2012 20:12
A realidade dos usuários do SUS é realmente deprimente Del, eu sei bem como é; já pensei em procurar um psícólogo pelo SUS, mas só de pensar no stress que é enfrentar filas e funcionários mal pagos que descontam a frustração por suas carreiras medíocres nos paciente, não me animo, por hora, terei que resolver minhas neuras sozinha mesmo.
15 de julho de 2012 10:41
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