18 de janeiro de 2013

O Grande Gatsby

"Obra-prima de Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby é o romance americano definitivo sobre os anos prósperos e loucos que sucederam a Primeira Guerra Mundial. O texto de Fitzgerald é original e grandioso ao narrar a história de amor de Jay Gatsby e Daisy. Ela, uma bela jovem de Lousville e ele, um oficial da marinha no início de carreira. Apesar da grande paixão, Daisy se casa com o insensível, mas extremamente rico, Tom Buchanan. Com o fim da guerra, Gatsby se dedica cegamente a enriquecer para reconquistar Daisy. (...)"

F. Scott Fitzgerald
★★★★

Primeiro eu ouvi falar de Zelda Fitzgerald e o livro Querido Scott, Querida Zelda, pelo qual me apaixonei à primeira vista e está até hoje empoeirando na minha lista de vou ler. Mas até aí, nunca tinha conhecido o Seu Fitzgerald em própria pessoa. Depois assisti ao filme Meia-Noite em Paris just because Tom Hiddleston estrelava na película interpretando um escritor muito fofo, muito apertável, muito meu amigo imaginário. Mas nem assim liguei o nome à pessoa.

Del Lang curtiu isso.

Li pouquíssimas coisas a respeito do Seu Fitzgerald - informações do tipo Wikipédia - e procurei alguns livros para conhecê-lo. Afinal, ele é o Tom Hiddleston em uma outra dimensão mais divertida do que esta (desculpa, essa sou eu). Só encontrei uma obra: O Grande Gatsby. Sinceramente? Achei que seria um porre. Não me pergunte por quê. A capa, o título e a sinopse não me chamaram a atenção. Reparem na ordem dos ingredientes.

Mas aí, meus amigos e minhas amigas, anunciaram que o Leonardo Dicaprio interpretaria o protagonista desse livro que me fez torcer o nariz. Confesso que fiquei entre assistir o filme primeiro ou ler o livro antes, mas optei pela literatura. Imagine você: em uma outra dimensão mais justa do que esta, Fitzgerald é Tom Hiddleston e Gatsby é o DiCaprio.

Porra!

Eu estava animada para ler Fitzgerald! Havia todo um... mistério, quase uma lenda urbana, envolto nas obras dele. O mais engraçado é que poucas pessoas falam sobre ele. Não existem muitas traduções no Brasil e eu precisei de um filme do Woody Allen para atiçar minha vontade de lê-lo. Tudo isso é muito injusto, já que F. Scott Fitzgerald demonstrou ser um cara e tanto com O Grande Gatsby.

São poucos os livros que me prendem. Normalmente, lá pela metade da história eu já sei o que vai acontecer ou tenho uma leve impressão (o que faz a diversão diminuir em 60%). Em O Grande Gatsby, porém, eu não sabia para onde estava sendo levada até o final. No início achei um pouco cansativo, até monótono, com descrições e enchimento de linguiça que só aumentavam minha curiosidade para saber de uma vez por todas quem é Gatsby? Quando esse cara vai aparecer? Quando vão falar sobre ele? Cadê? Eu virava as páginas, e nada d'ele aparecer. Então, eu percebi que havia caído na armadilha de Fitzgerald como pouquíssimos escritores conseguiram fazer. De repente, eu estava na mesma festa que os personagens, participando da conversa e concordando ou discordando das fofocas a respeito de Gatsby. Formava as minhas próprias opiniões e quase o achei um filho da puta antes de conhecê-lo. Um santo do pau oco, um contrabandista, um ladrão, um psicopata, um anjo, um cara comum.

Quem é Gatsby?

Ele se apresentou, finalmente, e eu comemorei, sonoramente. Ninguém em casa entendeu a minha euforia ao encontrar um cara fodão numa festa de Fitzgerald. Vocês compreendem o meu envolvimento? Nem eu. Passei o livro inteiro sem saber qual era a real intenção de Gatsby e desconfiava de cada passo dele. Os parágrafos terminavam, recomeçavam, e eu não tinha certeza se o adorava ou continuava com um pé atrás. Era como caminhar no escuro - não existe nada mais sensacional do que se sentir assim enquanto lê um livro!

Agora que terminei a história, não sei como explicá-la ou compartilhá-la evitando spoilers. Qualquer coisa que eu diga pode acabar com o encanto que Fitzgerald parece ter construído com tanta naturalidade. Assim como eu disse no meu twitter, repito aqui: Acho que me apaixonei por ele. Zelda que me perdoe. Faltou pouco para O Grande Gatsby ser mais um dos meus favoritos; como eu disse no começo do texto, o início da história é um tanto monótona, quase sem rumo, mas o meio e o final valeram o esforço para continuar a leitura.

Isso não é uma resenha propriamente dita; já expliquei isso por aqui. É mais um convite à leitura que me agradou. O melhor de tudo, é que na verdade você nem precisa ser convidado para adentrar a mansão de Gatsby e beber de seu champagne! Basta pegar um táxi e simplesmente ir, se divertir e só voltar quando as luzes estiveram acesas novamente, ao cair da noite. Eu garanto que será uma viagem e tanto (como há muito eu não experimentava)!

11 comentários:

Andreia ♔ disse...

Pela meneira como falas dele, parece ser um desses (poucos) livros que mesmo depois de os termos lido, ficamos a matutar na história. Acho que um livro que nos faz sonhar acordados é o melhor livro e que o autor cumpriu com o seu papel.

Quero muito lê-lo! T____T

Ana Luísa disse...

Tem tanta gente falando desse livro esse ano, acho que está na hora de eu tomar vergonha na cara e ir ler!
Beijo!

gabriela m. disse...

Oxe, tu já leu????? Que rápida! HAHAHA
Eu tenho vontade de ler, de muita preferência, antes de ver o filme, mas caraca, tenho uma fila de livros, não sei qual escolher, não quero largar nenhum, quero ler todos ao mesmo tempo! HAHAHAHA. Socorro .-.

Thay disse...

Os motivos que me fizeram colocar O Grande Gatsby na minha lista de leitura desse ano foram parecidos com o seu, no que se refere ao DiCaprio principalmente! O adoro, e adoro ainda mais assistir seus avanços como ator (e que porcamente alguém reconhece!). E nem tinha me tocado que o Tom Hiddleston era o Fitzgerald naquele filme! Acho que por eu ter detestado o filme, eu não reparei muito nas coisas... enfim. Pretendo ler antes de assistir ao filme, geralmente é melhor quando faço isso. =)

L.H.C disse...

Olha, já faz muito tempo que eu quero ler esse livro, tipo, tenho uma meta de ler pelo menos um livros dos "biggers" da literatura e Fitzgerald é um dos tais, só que ainda não o comprei, até pensei em baixar pdf, mas clássico é clássico e quero lê-lo em papel mesmo. E depois que eu soube que o meu amado Dicaprio fez o filme, eu, ó, tô ainda mais doida pra conhecer o Gatsby. Eu adorei a sua resenha que não é resenha.

Anna Vitória disse...

É impressão minha ou todo mundo desandou a ler Fitzgerald? Será que é a expectativa do filme?
Também já tinha ouvido falar do moço assim bem de longe, e agora parece que não ouço falar de outro escritor. Preciso demaizão ler o Gatsby, e esse post só aumentou ainda mais minha curiosidade. Amo livros que transportam a gente pra dentro da história.
Também queria muito ler "Suave é a noite", porque acho esse nome lindo, e "Belos e malditos", que dizem ser o mais legal dele depois do Gatsby.
Beijos

Fabiana C disse...

Tenho esse livro, mas não morro de vontade de lê-lo, pois os livros (americanos) que li dessa época foram todos mais ou menos enfadonhos.. Os personagens parecem ser sempre fúteis e frescos demais. Mas, sei que um dia vou acabar lendo, aliás, todos que aperecem no Meia-noite em paris. Hemingway certamente está na frente.

Mayra disse...

Quero muito ler esse livro por causa de "As Vantagens de ser Invisível" e acho que o filme vai ser bom porque vi "Django" esses dias e me surpreendi TANTO com o DiCaprio (que até então eu achava apenas um rostinho bonito) que acho que em Gatsby ele vai estar mandando bem demais e tudo vai valer apena! Tua resenha me deixou ainda mais ansiosa para ambas coisas!
Abraços!

Dea Carvalho disse...

The Great Gatsby é muito amor! É assim mesmo que nos sentimos ao ler a história, completamente enredados por Fitzgerald. Deu vontade de reler agora...

Beijo.

Camila disse...

Nunca tinha ouvido falar. Santa ignorância!
Mas confio em você, rs vou colocar na minha lista sem fim, criar vergonha na cara e começar a diminuir essa lista.
Ah, o DiCaprio, meu inesquecível Jack *-*

livroseoutrasfelicidades disse...

Eu estava mais curiosa pelo filme e sua belíssima produção do que efetivamente com o livro. E agora com sua resenha... percebi que o que eu tenho que dar valor mesmo é ao livro!

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