23 de fevereiro de 2013

Um texto enquanto o email não chega

Volte e meia eu me meto nessas enrrascadas: como odeio telefone e evito usá-lo sempre que possível, acabo recorrendo ao email. Deveria ser fácil, deveria ser rápido, mas ainda não inventaram um filtro para pessoas e/ou destinatários. Alguns seres, vou te contar, tinham mais é que ir direto para a caixa de spam porque além de fazerem de conta que não abriram os emails, fazem de conta que estão ocupados demais para mandar uma resposta. E isso, claro, vive acontecendo comigo.

O fato é que enviei e reenviei três emails para endereços diferentes nessas últimas duas semanas. Não se enganem achando que a solução é ligar para o lugar porque eu já fiz isso. Após uma semana de espera, liguei. A mocinha (por que sempre mocinhas?) do outro lado da linha disse que eu deveria mandar um email. Então, na segunda semana, eu mandei outro email. Foi assim nos três lugares diferentes, que não tem nenhuma conexão entre si. Ou seja, o problema sou eu. Óbvio! Só pode ser eu que atravanco a boa vontade dessas pessoas. É uma energia minha que interfere no sinal global e os faz me reconhecer, pensando: "Ah, é só ela. Para quem está acostumada a esperar, um mês não é nada! Vou tomar um cafézinho e semana que vem respondo".

Tentei duas abordagens em cada email, e estou considerando uma ameaça de atentado como terceira tentativa. Afinal de contas, é muito mais fácil ser mal educada ou soar perigosa através de um texto curto e sucinto. Já pensei em processar o universo, aproveitando que essa tática está na moda. Pensei em pegar o endereço dos locais e ir pessoalmente ver o que se passa de tão importante para que o meu pedido de atenção seja ignorado. Pensei até em ligar novamente, mas os meus nervos ainda não foram pré-treinados pela psicóloga.


Sim, eu compreendo que não sou o centro do mundo (por enquanto). As pessoas tem outras atividades, compromissos e funções. Eu também tenho. Não pense você que fico na frente do computador apertando o F5 a cada minuto para ver se os meus emails chegaram. Eu saio, vivo la vida loca, só que fica esse gostinho de quero mais, de quero as minhas respostas, por favor. Sou do tipo que não consegue sobreviver às dúvidas, elas me consomem.

Quais as probabilidades da resposta ser negativa? Muitíssimas. Afinal, expectativa é essa heartless bitch que quer ver o circo pegando fogo. Se quer saber, isso não importa mais. A espera é uma experiência que transforma as pessoas. Entramos em uma fila de um jeito, saímos dela completamente diferentes. Pode observar. Mandei emails pensando de um jeito, hoje já estou mais humilde, generosa e quase fazendo caridade com a roupa do corpo. Sou capaz de acordar às 3hrs da madrugada para servir sopa aos pobres, me tornar uma pessoa melhor alimentando os pombos na Praça da Sé com migalhas de pão de primeira qualidade, tudo para receber o pouco que pedi em troca ao enviar uma mensagem pelo Gmail.

Eu prometo qualquer coisa drástica e dolorosa para colocar fim nesse sofrimento!

8 comentários:

Mia Sodré disse...

"Sim, eu compreendo que não sou o centro do mundo (por enquanto)."
HAHAHAHA
Ai, guria... quando Murphy atravanca a coisa degringola mesmo. Acontece. Vive acontecendo comigo.
Mas né? Isso me ensinou a ter paciência pra vida - coisas que nunca tive até agora. Vejamos o lado bom das coisas, isso rendeu um post.

Kissu ;*

Flá Costa * disse...

ai Del, eu super te entendo. fiquei esperando muito tempo uma resposta da faculdade pra saber se eu eliminaria ou não matérias, e na época que eu estava procurando emprego a ansiedade quase me matava! de qualquer modo, esperar sempre foi um problema pra mim.

beijoca

L.H.C disse...

Eu queria que as coisas pudessem ser resolvidas por e-mail também, telefone é tão cansativo

Thay disse...

Identificação total com essa imagem do gato! Como eu detesto falar ao telefone, sério! Antes de ligar fico bolando textos na minha cabeça e, quando ligo, também rezo pra ninguém atender. Coisa de gente doida, haha, estamos aí!

E sobre o meme do jantar literário: assim, teria que ser em video mesmo, mas a Deyse me liberou do desconforto que seria, haha. Jamais gravaria um video desses, não tenho o desprendimento que as outras meninas tem. Sou tímida pra caramba pra esse tipo de coisa, me expresso bem melhor escrevendo (e às vezes nem é tão melhor assim...!)! AHHH, na segunda fase da Anna Kariênina, digamos assim, ela bem seria capaz de uma cena! Mas no começo do livro, pelo menos, ela bem centrada e correta. Mas depois do Vronsky, vixe, desanda.

Beijo!

Gabi disse...

Não é só contigo. Também sou dessas que acho mais prático enviar um e-mail do que ligar. No início eles me respondiam, mas eu estou enviando o mesmo e-mail há pelo menos um mês e eles insistem em me ignorar. Porém, ao contrário de ti, eu ainda não liguei pra saber o que se passa por lá!
Beijos

Renata Cristina disse...

Respira fundo e acredite: não acontece só com você. Hehe
Beijos

Pablo disse...

Hahaha... sempre tento primeiro por email! Acho tão mais prático. É que geralmente não estou muito afim de conversar, e correr o risco da pessoa puxar papo? Hahaha! Não sou anti social... só tenho preguiça de falar! :P

BA MORETTI disse...

é, a sociedade e seu problema com e-mail's
não tá fácil!

começar a mandar sms com choque pra ver se rola!

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