21 de abril de 2013

A arte de costurar - Parte I

Comecei a fazer um curso de corte e costura. Pois é, nem eu vi isso acontecendo. Minha mãe encontrou aulas gratuitas oferecidas no Palácio dos Bandeirantes e resolveu que não seria mais digna da luz do sol se não me arrastasse a qualquer custo para aquele lugar. Resultado: ela estava certa e eu estou realmente gostando de aprender a fazer minhas próprias roupas. Uma parte de mim não quis dar o braço a torcer de jeito nenhum: “Ok, mãe. O curso tem seu valor. Satisfeita”? Mas com o passar das semanas, me dei conta de que já estava a ensinando a usar uma galoneira. Veja você. Eu ensinando minha mãe, a costureira, a usar um touro daquele tamanho. São as controvérsias da vida.


Esta é uma reta, digam “Olá”! Da primeira vez que usei uma achei que ela me costuraria junto com o tecido; sua velocidade é de assustar, realmente, mas pelo menos eu não era a única novata na sala. Os gritinhos foram a parte mais interessante das primeiras aulas. Minha mãe tem uma Singer do século retrasado, o que nunca me animou para começar a aprender alguma coisa sobre costuras, por isso, quando acelerei uma reta industrial, a sensação foi de estar descendo a Rua Augusta de Calhambeque com o Roberto Carlos ao volante fazendo “bip- bip”. Não sei como descrever esse sentimento de outra forma. Os primeiros exercícios - que logo de cara achei coisa de jardim de infância - se mostraram complicados demais para quem se achava o AS da coordenação motora.


Olhando parece muito fácil, mas - continuando com as metáforas automobilísticas - é como um motoqueiro fazer balisa com um ônibus triarticulado. Sabe, não vai dar. A máquina, essa peça criada por seres humanos e que funciona somente por nosso comando, simplesmente é incapaz de acompanhar meu raciocínio. O acelerador e meu pé são duas peças que não se encaixam. Demorou um bocado para que um entendesse as limitações do outro. Foram muitas costuras tortas, panos comidos, desmanches de linha (e em lágrimas) para que se encaminhasse a um final feliz.


Ainda falta um mês (o curso é intensivo e tem apenas dois meses de duração) para que essa experiência inesperada termine e é com surpresa que me vejo capaz de produzir peças completas. Estas, da foto acima, são apenas pilotos. As peças “de verdade”, que serão vendidas em um bazar no fim do ano (medo) serão iniciadas agora, nas próximas semanas. Sim, estou apreensiva. Apesar de termos duas professoras em sala, ainda acho que falta algo. Talvez sempre faltará. Contudo, se enfrento uma galoneira na vida sem medo de me jogar em queda livre, o que vem por aí não passará de pura diversão. Aguardem as cenas dos próximos capítulos!

Já fez muita gente suar frio.

7 comentários:

Elisa Mello disse...

Que legaaaal, eu morro de vontade de fazer um curso de custura, mas nem tenho tempo e aqui onde eu moro não tem esses cursos :((
Parabéns, você começou bem! Suas linhas ficaram certinhas haha

Janaina Barreto disse...

Oi, Del!
Totalmente me identifico contigo... rs Fui convencida a iniciar um curso de costura e apesar da preguiça, eu até que gostava. Tive que parar agora, mas pretendo retomar e conseguir o meu certificado. Ainda dou gritinhos algumas vezes (as máquinas são todas muito rápidas), mas é uma beleza ver minhas peças prontas. Já fiz um vestido, duas blusas e uma bermudinha.

PS: amo a reta, odeio todas as outras pela quantidade de fios e linhas que tenho que colocar. rs

Gabi disse...

Hoje nem tanto, mas já tive uma ~fase~ de querer fazer um curso de corte e costura. Cheguei a procurar por esse curso aqui na minha cidade, mas ele era muito caro e eu acabei desistindo.
Mas a ideia de poder fazer e/ou customizar minhas próprias roupas decentemente é algo que me agrada muito ahah

Thay disse...

Minha irmã é formada em Moda, nível técnico, e agora está fazendo faculdade. Sempre a vejo às voltas com moldes, linhas e um bilhão de badulaques. Às vezes até a acompanho pra comprar tecidos e aviamentos, até gosto! Mas não sei se consigo entender esses moldes, prefiro ficar com minhas plantas e cortes mesmo!! :)

sobrefatalismos disse...

Minha filha, abre uma lojinha na tanlup para vender suas roupas! Eu quero, acho costura sensacional. minha mãe tinha uma Singer (século retrasado, sim) e aprendi a costurar quando pequena. Entretanto, já fazem quase dez anos que "desaprendi" os segredos da costura perfeita.
Parabéns pelo empenho.
Abraços.

Pablo disse...

Aaah, que legal Deeel! Puxa... ano passado minha irmã estava super afim de fazer um curso desses. Aqui na minha cidade também tem um gratuíto. Infelizmente alguns problemas a impediram de fazer, mas se desse certo eu ia querer fazer junto! ^^

Aline Aimée disse...

Sou uma negação com trabalhos manuais, mas tenho vontade de costurar. Tenho noção do quão superfaturadas são as peças de roupas, mesmo em lojas de departamento, e tenho tantas lojas de tecidos aqui perto de mim.
Quem sabe um dia?
Tô ansiosa pra ver suas criações!

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