12 de agosto de 2013

Tanu weds Manu (2011)


Continuo a surfar nas ondas indianas. Outro dia quase comprei henna na farmácia perto de casa para pintar a palma das minhas mãos. Ainda bem que deu tempo de me lembrar que não sei como fazer isso. Mas por enquanto nada me convenceu de não comprar dois metros de seda para me enrolar neles e sair por aí requebrando o pescoço. Aguardemos o resultado dessa fase perigosa.

Ao contrário de Saawariya, Tanu weds Manu é uma receita mais americanizada. Não é uma completa decepção porque a base continua indiana, segue as regras da mocinha revoltada gratuitamente que deve se casar com o mocinho prestativo e dócil. Sim, esse detalhe de casamento imposto não tem nada de americano e é justo o que dá graça ao filme. Tanu faz parte da nova geração que, não posso afirmar porque não vivo lá, parece querer rejeitar a tradição de tantos milênios. Tipo aqui no Brasil: hoje em dia a garotada quer começar a namorar aos seis anos de idade, não é? Então, na Índia as moças querem começar a escolher seus noivos ao invés da família fazer isso. E ela está apaixonada, ainda por cima, pelo vilão - o cara que mais cedo ou mais tarde sempre atrapalha.

Fiquei o filme inteiro com vontade de pegar o Manu no colo apesar d'ele não fazer o meu tipo. Ele tem toda a paciência do mundo com Tanu, e ignorando o fato de tirar fotos da noiva desmaiada na cama, é um cara gente fina. Manu faz de tudo para que ele desista dela e cancele o casamento, mas o bom médico que à casa torna permanece firme e forte na Índia - em certo momento eu não sabia o que ele continuava fazendo lá, mas ok. Até que, claro, ela começa a provocar ciúmes no mocinho usando o bandido. O resultado da prova dos nove não é um spoiler para ninguém que já tenha lido ao menos um chick lit na vida ou assistido qualquer filme na Sessão da Tarde.

O diferencial, porém, é insistente: a cultura indiana. E as danças, né. Indiano parece ser pior do que as novelas de Glória Perez: quando menos se espera aparece alguém dançando totalmente fora de contexto. Ainda assim, defendo a coreografia bollywoodiana. Se o filme está chato, nos desperta. Se o filme está legal, nos faz dançar o resto da semana.


Sei que existem filmes indianos muito mais cults e profundos, mas até a Índia precisa descansar um pouco. Tanu weds Manu serviu para dar boas risadas e também curtir um romance típico deles: sem apelo. O que é muito bom já que se torna cansativo ver casais trocando saliva em toda santa história. Às vezes é bom - é ótimo! - assistir só o lado inocente do amor.

1 comentários:

Thay disse...

Você sempre falando bem da sétima arte indiana! E sempre fico curiosa, mas a procrastinação me impede de dar cabo nisso. Que nem com Goethe!, que o arquivo que baixei veio corrompido não sei por qual motivo e deixei de lado por hora. Mas permanece na minha lisitinha, quero saber o que há nesse alemão que é melhor do que Mr. Darcy (é, eu não esqueci disso! HAHA).

Mas falando desse filme, fui assistir ao vídeo da dancinha. É incrível como essas moças indianas possuem uma beleza tão diferente. Elas são lindas, e tem uns trejeitos muito característicos. A cultura indiana é tão rica, pena que por aqui o máximo que temos deles é a caricatura da Glória Perez.

=*

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