8 de agosto de 2013

Vinte e cinco coisas sobre mim

Vi esse meme no blog Livros e Outras Felicidades e resolvi participar também. Não por gostar de falar sobre mim. É mais uma questão de encher linguiça. E só para variar não vou indicar alguém. Sabe como é, virou tradição. Participa quem quiser, assim como eu, que roubei o meme descaradamente.

1. A antroposofia tem me dado muitas das respostas que passei um bom tempo procurando no lugar errado. E eu ainda vou morar em Dornach, há cinco minutos do Goetheanum, trabalhar como professora Waldorf ou abrir uma loja de feltragem.

2. Minha coleção de canecas falhou. Assim como a coleção de pedras, tampinhas, tazos (só para quem nasceu nos anos 90), conchas, selos, adesivos, bolinhas de gude, canetas, borrachas, revistas, esmaltes... O que nos prova que eu não sou uma pessoa motivada.

3. Há quem diga que as pessoas são descartáveis para mim. Deixo a dúvida no ar.

4. Não tenho o menor remorso em rasgar e jogar fora fotos que não quero mais ou que não saíram como o esperado. Sim, todos fazemos isso hoje em dia com as fotos digitais, mas estou falando das impressas. Aquelas, lembra?, que a gente tinha de levar o filme para revelar e tal. Minha mãe fica abismada com esse meu desprendimento.

5. Estou viciada no seriado Miranda e assisto todo fim de semana.


6. Tenho sonhos premonitórios, um ótimo olho para grávidas que nunca erra o sexo do bebê, meu sexto sentido sempre avisa se algo ruim vai acontecer e sinto tonturas quando vai chover ou nevar.

7. Nunca tive amigo imaginário, bullying é uma coisa que não existe no meu dicionário, passei o ensino fundamental inteiro socando os meninos que mexiam com as meninas e sendo uma líder nata indicada pelas professoras para qualquer grupo de pesquisa.

8. Se você é o tipo de pessoa que manda convites para jogos no Facebook, desculpe, mas nunca poderemos ser melhores amigos.

9. Dentre todas as vontades que nunca irei realizar por falta de colhões estão: pintar o cabelo de vermelho-fogo; fazer uma tatuagem de tenda circense, outra de elefante e mais uma de pena de corvo; pintar as unhas de amarelo-cheguei; andar de montanha-russa com os braços erguidos e os olhos abertos; comer alcachofra.

10. Uma vez, acho que eu tinha dez anos de idade, venci um concurso da Revista Capricho. O meu texto sobre um Fusca, se bem me lembro, foi selecionado e eu ganhei um prêmio - o álbum do Acústico MTV Capital Inicial. Isso me deu um azar tão grande, que até hoje não ganho nem bala 7Belo em festa junina.

11. Quebrei o meu dente de leite da frente com uma corneta na Copa 94.

12. Meus pais guardam vários desenhos meus e cartas de professoras do jardim de infância. São o resquício de uma filha idealizada que eles não fizeram questão de tornar realidade.

13. Estou inclinada a acreditar que o amor é apenas uma química hormonal em prol da continuidade do ser humano.

14. Não sei lidar com elogios, o que deve ser um reflexo da minha baixa autoestima, pois acho que são todos falsos e escondem uma segunda intenção por trás.

15. Fiz uma propaganda do Danoninho aos cinco anos de idade.

16. Gosto de política. O problema é que as minhas opiniões ofendem todos os lados.

17. Tenho uma mania que não sei de onde veio: ao passear com alguma companhia pela calçada seguro a mão antes de atravessarmos a rua. É automático. Às vezes a intimidade entre nós nem permite esse tipo de aproximação, mas o faço antes de conseguir reagir contra a intenção.

18. Às vezes morro de vontade de organizar uma espécie de “encontrão” com alguns blogueiros que gosto muito, mas prefiro manter essa amizade platônica. Vai que eles descobrem que sou uma farsa!

19. Sou mais solitária do que o recomendado e menos do que eu gostaria.

20. Uma parte minha está louca para colecionar tudo o que for possível sobre arte circense. A outra parte acha simplesmente um absurdo gastar dinheiro em coisas que jamais usarei de fato. Essa guerra interna se aplica a muitos setores da minha vida.

21. Quando vou ao cemitério passeio entre os túmulos para ver as lápides. Gosto quando tem fotos. Me sinto mal quando a data é recente. Fico emocionada se vejo algum jazigo ainda com flores por cima e me dou conta de que estou chorando por um completo desconhecido. Me distancio da morte porque ela é um abismo fascinante.


22. Já pensei em ser budista.

23. Tenho problema com números. Acho os pares mais bonitos. Prefiro seguir um número moderado de pessoas em redes sociais e quando passo do tolerável, na minha lógica distorcida, deleto um monte de gente. Se não na minha conta bancária, não gosto de números grandes. E se algo termina em ímpar, como esse meme, dá a sensação de estar incompleto.

24. Não sei como aproveitar a vida e o que fazer dela, afinal de contas. Essa ideia de finitude, de que tudo terminou e só nos resta o céu ou o inferno, me deixa verdadeiramente triste. Existir é tão complexo, que me parece impossível ser resumido em poucos anos. Para onde vão os pensamentos quando morremos? O que é feito das nossas paixões, sonhos, experiências, sentimentos, atitudes? São essas perguntas que me ocupam o tempo. E eu esqueço de viver. É isso: eu esqueço de viver!

25. Eu nunca revelo os fatos que realmente importam por medo de afastar as pessoas de mim.

10 comentários:

quaresma. disse...

gosto de textos assim, gosto de saber da vida alheia '-'
e quanto ao número vinte cinco, acho que eu deveria ser um pouco assim, mas acabo falando sem pensar e quando vejo a pessoa ainda tá por ali.

beijas, Del.

Dea Carvalho disse...

Gostei um pouco mais de você depois de ler isto.

Renata Cristina disse...

Gosto de ler esse tipo de post, percebi que tenho algumas coisas e pensamentos bem parecidos com os seus.
beijos

L.H.C disse...

"Se você é o tipo de pessoa que manda convites para jogos no Facebook, desculpe, mas nunca poderemos ser melhores amigos.". É Del, realmente, esses convites de jogos enchem o saco (cá pra nós, o facebook está um saco de maneira geral, mas enfim), eu tô excluindo pessoas que só me mandam solicitações de jogos.
E "Eu nunca revelo os fatos que realmente importam por medo de afastar as pessoas de mim.", comigo eu não revelo os fatos mais importantes, mas tenho um dom incrível de afastar as pessoas de mim.

Edgar disse...

[senta que lá vem a história...]

Eu não gosto de concursos literários.

Quando estava na quinta série eu também participei de um concurso literário. Era um concurso de frases e poemas e contos infantis. O meu conto foi feito em tempo recorde porque fui lembrar do negócio na véspera do fim do prazo, e acabei entregando no fim do dia. Dele só lembro que era sobre um menino que se metia em altas confusões no meio da cidade, vivendo altas aventuras.

Quando entreguei, a professora de redação só fez um comentário: "Nossa! Grandinho, né?". Pelo que entendi, a babacona estava insinuando que alguém tinha escrito por mim. Minha vontade foi lembrar a ela que não devia medir a minha inteligência pela sua burrice. Mas tudo bem, sem problemas, até porque não havia tempo para desavenças.

Eu já tinha esquecido do negócio quando me informaram que eu estava entre os vencedores do concurso: o terceiro lugar era meu. A indignação tomou conta do meu ser, claro. Não existe vencedor de terceiro lugar. Existe aquele incompetente que perdeu o primeiro e o segundo lugares, só isso. Um perdedor ao quadrado.

Mas eu iria me indignar ainda mais no dia seguinte.

O segundo colocado tinha sido um um colega afrescalhado. Seu poema falava de um passarinho que fugia do cativeiro e saía pelo mundo à procura da felicidade ou algo assim. Ah, vá! Passarinho que escapou do cativeiro, voando contra o vento, sem lenço e sem documento? Eu podia ter apenas 10 anos de idade, mas já sabia que aquilo era papo de quem gostava de fazer troca-troca. Perder para um poeminha frescurento era muita humilhação.

Eu perdi o segundo lugar, mas sabia que tinha perdido o primeiro para uma menina mais velha que não tinha outro passatempo na vida a não ser escrever contos mirabolantes, provavelmente uma aspirante a escritora. Não que isso servisse de consolo, infelizmente. Sendo quem eu sou, poderia ter perdido para Luis Fernando Veríssimo ou Dalton Trevisan, que ainda assim acharia o mesmo absurdo.

Até hoje tenho certeza absoluta que a minha história era melhor que o poeminha que faturou o segundo lugar. Nada tira isso da minha cabeça. E tenho a profunda desconfiança de que era infinitamente melhor que o primeiro, também.

Eu não gosto de concursos literários.

Thay disse...

PARA TUDO! Você participou de um comercial de Danoninho?! Cadê imagens? Owwn, adoraria ver a mini Del num comercial! Deve ter sido uma coisa bonitinha! E esse problema com os números, rolou identificação. Imagine você que às vezes, no meu trabalho, tenho que desenhar uma parede que termine em algo tipo 2,37! Acho extremamente errado e de péssimo gosto. Mas o que há de se fazer se não cabe uma de número inteiro e par? Engolir o toc e prosseguir com a vida. XD

Nathy disse...

Também nunca consegui ter uma coleção "pra sempre", sabia?! Tudo que colecionei um dia foi pro lixo. Inclusive os tazos (sim, sou dessa época). Acho que a única coisa, que coleciono (só que não considero isso coleção), são as cartas que não tenho coragem de jogar fora. Ás vezes faço umas limpas, mas ainda assim tenho MUITAS! Principalmente de alunos.

Adorei o post. Eu fiz o de 50 coisas e não foi fácil, rs

Beijos!

Emilie S. disse...

Me identifiquei com alguns dos itens aí, viu? Não te achei muito estranha, não (apesar das respostas). ^^
>>Emilie Escreve

Paloma Engelke disse...

Compartilho de vários itens da sua lista Del. Por exemplo, também frequentemente me esqueço de viver. Também batia em meninos, mas só até a terceira série. E como assim a senhorita esteve em uma propagando do Danoninho? Para mim, essa foi a revelação mais chocante!

Abraços.

Douglas Gonçalves disse...

quero AGORA o vídeo da sua propaganda pro danoninho HUEHUHEUHEUHUEH amei <3

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