2 de dezembro de 2013

Aaja Nachle (2007)


O Teatro Ajanta está correndo perigo. Um vereador da cidade Shamli quer demoli-lo para construir um shopping no lugar. A única pessoa que pode salvar a arte dessa cidade é Diya, uma mulher que anos atrás envergonhou sua família ao fugir de casa com um americano. É essa a história de “Aaja Nachle”, mais uma produção excelente de Bollywood, que entrou na minha lista por um acaso. Primeiro descobri a trilha sonora, e só depois cheguei ao filme. Para quem o assistiria apenas por curiosidade, acabei tendo uma grande surpresa.

O filme começa com um telefonema anunciando a morte do antigo mentor de Diya (nome lindo, aliás), que foi não somente seu professor de dança em Shamli, mas também um segundo pai. Em seu leito de morte, ele deixa para sua antiga aluna a tarefa de salvar o teatro da cidade. Diya não pensa duas vezes, volta para um passado condenado pelos moradores e mergulha de cabeça na tentativa trabalhosa de convencer o vereador a não demolir Ajanta – ambos entram em uma disputa: se Diya conseguisse produzir uma peça teatral bem sucedida usando os habitantes e antigos amigos como elenco, o teatro estaria a salvo.

É aí que entram Laila e Majnun, uma das mais belas histórias de amor do oriente. Escalados para os papéis principais estão os dois habitantes mais brucutus de Shamli. É de Anokhi (Konkona Sen Sharma), aliás (a personagem feminina) a frase mais sensacional do filme: “Basta eu te dar um peteleco para você acordar só aos 60 anos”. Assim como o casal da história ambos, Anokhi e Imran (Kunal Kapoor), aprendem a se comunicar através de suas pulsações.


O espetáculo de cores, figurinos e diálogos, como sempre, não deixa a desejar. O filme começa devagar, um tanto maçante, mas ganha força a partir da segunda parte. São duas horas e meia de risadas, suspiros e pura inspiração! Diya lida com o preconceito de sua terra de forma positiva, não se deixando abater por julgamentos ou mesmo traições de antigas amizades. O amor em estado bruto nos é apresentado com naturalidade – o velho costume indiano de ser. O espetáculo “Laila e Majnun” é de tirar o fôlego e faz valer a pena o filme inteiro. No final, não me surpreendi ao estar aplaudindo juntamente com a plateia se como fosse uma dos tantos espectadores que lotaram os bancos de pedra do grande Ajanta!

1 comentários:

Camila Faria disse...

Curiosíssima e já procurando o filme por aqui! : )

http://naomemandeflores.com

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