19 de dezembro de 2013

Doze livros para 2014

Alguns canais literários que sigo participaram desse meme, que nada mais é do que a escolha de doze livros para ler durante os meses do próximo ano. E apesar de ser contra o consumismo literário, a minha fila de leitura só aumenta. Eu quero ler tudo! Qualquer título que passe pela minha frente vai parar diretamente na estante. É o lado ruim da curiosidade. Então, numa tentativa (que já nasce fracassada) de organizar a ordem de leitura, resolvi me comprometer a cada mês matar um livro dessa lista:


1. Querido Scott, Querida Zelda (Jackson R. Bryer e Cathy W. Barks)
Fazia um bom tempo que eu estava atrás desse livro por motivos óbvios. Quem não quer ler as correspondências de Fitzgerald para sua esposa? Certo dia entrei num sebo disposta a comprar livros sobre budismo, mas foi na busca despretensiosa que encontrei um exemplar novinho dando sopa na seção de biografias. Agarrei se como a minha vida dependesse do livro. Como já esgotei minha cota agora, em dezembro, ele ficará na estante até o ano que vem.

2. O Espetáculo Mais Triste da Terra (Mauro Ventura)
Quero comprar todos os livros relacionados a arte circense, mas não sei porque este é uma exceção. Acho que o conteúdo cruel e triste não me agrada, afinal, muitas pessoas e animais morreram em um dos incêndios mais terríveis da história. Mas daí o encontrei disponível no PLUS (sistema de trocas do Skoob), e por que não? Prometo que vou arranjar coragem para lê-lo.

3. Clarice (Benjamin Moser)
Quando o livro foi lançado ouvi (e li) muita gente falar bem dele. Não que Clarice Lispector seja minha BFF, mas sendo quem é, acho que ler a respeito dela nunca é demais. Além do mais, nunca li uma biografia dela. Sinceramente, é uma falha imperdoável. O livro está na fila há um bom tempo, sendo passado para trás com desculpas esfarrapadas. Agora chega! Em 2014 ele terá seu momento de glória.

4. O Tempo e o Vento (Erico Verissimo)
Eu sei: são sete livros. Acontece que li até o volume “O Retrato” e não sei porque cargas d'água parei. Talvez tenha algo a ver com o lançamento do filme. Talvez, na minha cabeça otimista, achei que iria ao cinema nos primeiros dias de exibição e não queria atravessar uma coisa na outra. Só que eu ainda não vi o filme. Veja você. E também não continuei a ler a série. Ou seja. Qualquer dia desses dou uma pirateada no cinema brasileiro e depois sigo em frente com essa história maravilhosa (te amo, tio Verissimo).

5. Ana Karênina (Liev Tolstói)
Todo mundo que conheço leu esse livro em 2013 e eu fui na onda: “Vou ler também!” Que nada. Não é para qualquer um ler esse puta tijolo russo. São mais de 700 páginas, meu amigo, tá pensando o quê?! Não li. Arreguei. Fiquei com medo de ser tragada por esse dragão e nunca mais voltar. Sabe como é. Russos. Só que, como estou me prestando a prometer leituras densas no ano que se aproxima, “Ana Karênina” se encaixa perfeitamente nessa loucura. Se eu sobreviver, sério, vou me sentir muito importante.

6. O Mágico de Oz (Lyman Frank Baum)
Eu nunca li esse livro, logo, não posso ser considerada 100% ser humana.


7. Sete Anos no Tibet (Heinrich Harrer)
Ainda estou naquela vibe budista. Descobri, porém, que existem várias vertentes e estou feito barata tonta no meio delas. Daí que o budismo tibetano é o mais legal até agora. O Tibet, na verdade, por si só mata a pau. Mas o que vai me levar a ler esse livro é minha mãe. Ela não para de falar no filme, acho que é o favorito dela; assistiu há um milhão de anos atrás e se encontra em êxtase recente. Depois de terminado o livro, é lógico, vou assistir o filme com ela.

8. Precisamos Falar Sobre o Kevin (Lionel Shriver)
Outro best-seller que todo mundo leu, menos eu. No começo, não dei valor (como sempre faço com best-sellers). Em 2013 lançaram o filme, que eu não vi, e alguns disseram ser melhor do que o livro. Olha, sem querer desmerecer o Shriver, mas vou ler o livro porque no filme Tilda Swinton faz um dos papéis principais. É isso. Desculpa.

9. Redoma de Vidro (Sylvia Plath)
Meu primeiro contato com a escritora, se não me engano, foi através do Markus Zusak que a mencionou em um de seus livros. Nunca li nada de Sylvia Plath e “Redoma de Vidro” parece ser um bom começo já que só falam dele.

10. Fausto (Goethe)
Goethe, gente. Goethe! Quero ler Goethe porque é Goethe.

11. A Guerra dos Tronos (George R. R. Martin)
Meu namorado está viciado na série, me obriga a assistir alguns episódios com ele e faz comentários mencionando pessoas medievais as quais nunca me foram apresentadas. Contudo, parei logo de primeira ao ver a cena em que a mãe dos filhotes de lobo é morta. Meu nobre coração de simples camponesa não sabe lidar com esse tipo de tensão. Bem que eu tento me afastar das “Crônicas de Gelo e Fogo”. Eu finjo que não é comigo. Infelizmente, George R. R. Martin está por toda parte. O vovozinho venceu.

12. Vaclav & Lena (Haley Tanner)
Coloquei na fila de leitura por causa da capa. Há muito tempo atrás. Até hoje não sei do que se trata, veja você. Vou ler em 2014 porque não aguento mais olhar para a cara desse livro e toda vez me lembrar da leitora superficial que sou. Julgar um livro pela capa: nunca mais! (só que não)

5 comentários:

Monique Químbely disse...

Hey^^
Também super quero ler Ana Karênina,O Mágico de Oz, Vamos Falar Sobre o Kevin e A Guerra dos Tronos. Preciso ler todos estes em 2014 (e o pior que tem outros na lista...) u.u
Gostei do post!
Bjss
sete-viidas.blogspot.com

Thay disse...

Que saudades daqui, Del! <3

Apesar da minha ausência nos comentários, tenho lido todos os posts, sem falta. E nada melhor do que retornar a comentar do em um post sobre livros! Alguns da sua lista eu já li e recomendo muito. Ana Karênina é uma obra exaustiva, mas não de uma maneira negativa. Havia momentos, enquanto eu lia, que meu cérebro simplesmente parava de processar informações. É um livro enorme, é russo, é drama e, meu Deus, de verdade, me senti muito especial por tê-lo terminado, haha. Mas eu gostei bastante da história, mesmo ela ficando cansativa em alguns momentos. É um clássico, sem a menor dúvida.

Crônicas de Gelo e Fogo é uma maravilha! Bem, sou suspeita pra falar, pois adoro um épico medieval. Se tem magia, melhor ainda! E eu te entendo, a morte dos animais é realmente o que mais me atormenta. Assim, mate um lorde que eu não ligo, mas, POR FAVOR, não mate um bichinho que meu coração sangra.

O Mágico de Oz, sinceramente, me decepcionou. Tem aspectos diferentes daqueles que estão em nosso imaginário, mas aí sei que é culpa mais da projeção cinematográfica do que do próprio autor. Mas mesmo assim, não me cativou tanto. Também quero ler Precisamos Falar Sobre o Kevin, não exatamente por motivos de Tilda Swinton (apesar dela ser ótima), mas por motivos de curiosidade mesmo. E O Tempo e o Vento agora está na minha lista também. ;D

Beijo, Del!

Larissa Pancieri disse...

Ahhh, você gosta de Érico Veríssimo, Mauro Ventura, Tolstói e leu Sete Anos no Tibet <3 (meu pai vive me recomendando este último). Gosto tanto da literatura clássica, mas vejo poucas blogueiras falarem sobre.
Ultimamente tenho seguido as filosofias budistas, e quando descobri que Dalai Lama é do Tibet, fiquei ainda mais curiosa por esse lugar.
Ótimo post, Del.
Beijos <3
http://bossanv.com

Anna Vitória disse...

Adoro ler esse tipo de lista, mas nunca consigo fazer a minha. Planejar leituras não é muito minha praia, perco o interesse de ler qualquer coisa que seja quando penso que tenho "obrigação" de fazê-lo, ainda que seja auto-imposta e que ninguém vá me cobrar no futuro. Pro ano que vem tenho a única meta de ler um livro brasileiro por mês, porque esse ano li míseros dois e estou envergonhada.

Sobre suas leituras, vamos ver: você definitivamente precisa ler Anna Karenina. Não tenha medo do Tolstói, ele vai te colocar no colo, mesmo que judie um pouquinho. É uma dor gostosa, um livro que toca lá no fundo, mas não é difícil, esquema novelão. O pesado mesmo é andar com esse calhamaço pra lá e pra cá - e eu ainda vou comprar essa edição perfeita da Cosac. O da Sylvia Plath foi o meu favorito desse ano, e essa mulher é definitivamente alguém pra se temer. Amei com todas as minhas forças esse livro, mas sofri, viu? Identificação pavorosa com a personagem principal, e isso não anima muito, já que o livro conta a história da depressão e loucura dela. Quer dizer.
E Kevin é bem bom, viu? Mexeu bastante comigo, é bem forte, mas definitivamente vale a leitura. Vi o filme só uma vez, logo depois de ler, por isso não sei direito se gostei. Na época achei ele cheio de pontas soltas que só fazem sentido pra quem leu, mas não sei se teria a mesma opinião hoje. A maioria acha que é um filmaço, e a Tilda é uma das melhores coisas ali.

Do que não li, também sempre quis ler essa biografia da Clarice, preciso urgentemente ler alguma coisa, qualquer coisa do Érico Veríssimo, e esse livro de correspondências dos Fitzgeralds eu nunca ouvi falar mas já quero muito!

Beijo e boa sorte com as leituras ano que vem :)

Nathy disse...

Já ouvi dizer que Ana Karênina é ótimo! Mas já não é meu estilo de leitura. Clarice, eu amo! E super indico sempre! "Precisamos falar sobre Kevin" também tenho muita curiosidade, por ouvir falar muito!
Beijos e um ótimo 2014...com muitos livros pra você!

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