7 de julho de 2014

Resumo dos resumos

O Bonjour Circus passou das 400 postagens. Não é legal? É, na verdade nem tanto. Ok, ninguém liga para isso. Bem coisa de mãe ficar lambendo a cria, coisa de blogueira comemorar o acúmulo das próprias postagens. Estamos aí para isso, todavia. Resolvi escolher as cinco postagens mais acessadas porque sim, porque não tenho mais o que fazer. Não estão em ordem crescente ou decrescente, que isso não é lá coisa que eu vá me preocupar com. O engraçado é a falta de critério – os textos mais lidos não seguem uma lógica, eles simplesmente vingam ou não, sem eu descobrir a razão.

“As pessoas andam histéricas. Espaçosas e paranoicas também. Não sei se é obra de Força Maior ou karma ou simplesmente o cosmo, mas tenho topado com muitas pessoas se esgoelando nos celulares. Se esgoelando em conversas cotidianas com pessoas que estão bem pertinho. Se esgoelando com conhecidos transeuntes que passam do outro lado da rua. Se esgoelando com objetos inanimados. Eu não sei qual é a razão disso, desconheço o que leva as pessoas a acharem que o telefone e a educação ainda não foram inventados. Quando esse tipo de dúvida surge, levanto a cabeça e digo: Deus, tem que ver isso aí. Nunca obtenho resposta, o cosmo corta a ligação.” (...)

“Daí que eu decidi mostrar à vocês esse pedacinho de mundo medíocre: meu quarto. Redecorei o espaço recentemente e, devo dizer, fiquei orgulhosa do trabalho que mamãe e eu fizemos! Tudo bem, ela ficou encarregada das coisas mais importantes, mas não seria o meu canto se não tivesse o meu toque final. Além do que, a artista aqui é ela, eu só escrevo e... bom, sou filha da mãe (e olha que nem é uma tarefa fácil ser filha dela). Fiquei responsável pela escolha dos móveis novos e ela pela restauração. Vou te contar, mamãe mata à pau quando o assunto é restaurar. Eu não sei o que seria de mim e dos meus objetos vintage (oui!) sem a destreza de Dona Mamis. Pois eu, mão de vaca se lhe apetecer, não compro nada em lojas convencionais com os preços abusivos - eu caço oportunidades em bazares.” (...)

“Eu conheci a feltragem (seca, pois também há a molhada) em 2009 na minha viagem para a Suíça. Em Dornach essa arte é muito famosa e não há casa que não tenha ao menos um objeto em feltro. É um artesanato difundido principalmente onde morei, no distrito, graças a antroposofia de Rudolf Steiner. O Natal é a época chave, havendo decorações lindíssimas! Na minha casa o presépio era inteiramente feltrado:” (...)

“Eu estava prestes a me aventurar pelo mundo dos livros em idioma inglês para conhecer, finalmente, do que se tratava as três primeiras obras de Markus Zusak: The Underdog, When Dogs Cry e Fighting Ruben Wolfe. A trilogia não foi traduzida para o português do Brasil, diziam os boatos, porque o autor recusou o contrato. Então fiquei na vontade. Vocês sabem como sou fã do Zusak e devem imaginar o quão foi difícil ficar na curiosidade. Foi quando comecei a procurar algum ebook em inglês para download que a editora Bertrand anunciou o lançamento da tradução! O que me fez pensar: "que mané o autor não quis lançar seus livros no Brasil, é a Intrínseca que ficou com preguiça"! Ou seja, não foi recusa, não foi falta de tempo e o cachorro não comeu a lição de casa de ninguém. De repente, não mais que de repente, a Bertrand se tornou minha editora favorita e, o que começou com o Cinquenta Tons de Cinza, terminou com a displicência da Intrínseca.” (...)

“Eu não achei que haveria uma segunda vez, mas cá estou para contar que visitei meu habitat natural no parque Villa-Lobos de novo. Agora, para curtir o espetáculo Corteo, que eu jamais imaginei que visitaria o Brasil algum dia. Foi uma surpresa quando meu namorado chegou em casa com um ingresso para mim! Sinceramente, eu tinha me esquecido de que eles estavam em São Paulo; sabe como é, quando a expectativa de visitar o Cirque é mínima, a gente procura não ficar sabendo. Por isso, meu coração quase parou ao me lembrar que o Corteo estava aqui e ao mesmo tempo ter um ingresso só para mim.” (...)

Talvez estes cinco textos resumam bem sobre do que se trata, afinal de contas, o Bonjour Circus: circo, livros, um pouco de arte no fundo do quintal e bobagens cotidianas. É um blog sobre nada, sobre tudo, que atingiu um número absurdo de postagens para quem achava que o abandonaria logo depois do primeiro mês. Quatro anos, +400 postagens e uma paciência invejável, a de vocês. Obrigada.

4 comentários:

Thay disse...

Nossa, Del! 400 textos, oh my God! Que coisa mais linda! Meu blog quase chegando nos 100 e eu me achando, huahauah, tapa na minha carinha de boba! Tudo bem que eu perdi boa parte das postagens quando migrei no cutenews para o wordpress, mas nem assim chegaria perto. Só posso te dar os parabéns por esses +400 textos e desejar que venham muito outros por aqui! Os leitores é que agradecem! ❤

Mulher Vitrola disse...

Acho engraçado ver os posts mais acessados, pq sempre penso "é sério que gostam de ler justo esse?" haha! Mas, tem alguns posts que amo também. Adorei a sua ideia de comemoração (e sim, a gente gosta mesmo de lamber nossa cria, rs), e até fiquei tentada a ver a quantas o Mulher Vitrola anda.

E, claro: eu adoro teus posts. Mesmo. É um dos blogs mais gostosos que visito. Sérião.

Um beijo, e parabéns pelas 400!
Re

Mulher Vitrola disse...

ps: fui olhar e tem 487. Vou copiar sua ideia para os 500, haha!

Fábio Alves disse...

Parabéns pelo número impressionante! 400 não são pra qq um!!!

Postar um comentário