18 de outubro de 2014

Mais um meme (e se reclamar, posto dois)

Sei que já respondi esse meme antes, mas ele é realmente legal, e a Thay me indicou fazendo perguntas bacanas. Vocês já devem saber que as regras consistem em enumerar onze fatos sobre mim, responder às perguntas, criar outras onze e indicar blogueiros. As chances de eu burlar uma ou mais regras são de 50%, dois pontos na margem de erro para mais ou para menos.

Onze fatos sobre mim
1. Já viajei para a Suíça, Itália, Sardegna, Alemanha e França.
2. Eu sou budista, mas ainda não assumi isso.
3. Acho que a política, nesse país, é um tabu.
4. Não sei nadar.
5. Eu teria um filho com Ranveer Singh, numa boa.
6. Quero me tornar vegetariana, mas o salmão não deixa.
7. Não diga “eu te amo”, diga “saiu para entrega ao destinatário”.
8. Todo dia, ao acordar, espirro quatro ou cinco vezes.
9. Gosto de trens.
10. Pratico Savasana como ninguém.
11. Vou largar uma foto do Lauri Ylönen aí porque sim.


Onze perguntas da Thay
1. Qual foi a última música que você escutou? Coloque o vídeo!
Nossa, ninguém adivinhou que foi The Rasmus, né. Nem passou pela cabeça de vocês essa possibilidade. Realmente muito difícil imaginar que logo eu estaria ouvindo essa banda em qualquer momento da vida. Um acaso, sem dúvidas. Coisa do destino.


Puta que pariu, eu amo The Rasmus.

2. Se tivesse que escolher apenas um prato para comer o resto da vida, o que seria?
Salmão! Eu nem pensei para responder essa pergunta porque salmão tem sido um problema, ultimamente. Eu bem disse no item 6 que estou tentando me tornar vegetariana – por questões pessoais, não ambientais –, mas taí um obstáculo e tanto. É uma relação meio tarada, até, um pouco constrangedora. Seria fácil me abster da carne vermelha e pronto “virei bicho-grilo”. Comigo não funciona assim. O salmão é um obstáculo que não sei como superar e, para ser sincera, não sei se realmente quero isso.

3. Quais os livros que mais ama e mais detesta?
Adoro qualquer livro da Florbela Espanca, do Mia Couto ou Markus Zusak, como vocês estão cansados de saber. O meu xodó, mesmo, é a coletânea circense The Circus lançada pela Taschen e também, por que não, O Circo, de Gary Jennings. Gosto muito d'O Tempo e o Vento, e Os Maias foi um livro que me surpreendeu bastante. Agora, fácil é falar sobre as leituras que detestei porque sou do tipo. Fabrício Carpinejar é horrível, Chico Buarque é horrível – prefiro o pai – e A Peculiar Tristeza Guardada Num Bolo de Limão é horrível, tenho trauma desse livro, sério. Por outro lado, aprendi que as pessoas que gostam não são imbecis por causa disso. Quer dizer, talvez sejam, mas o gosto literário não define, apenas acrescenta.

4. Uma palavra que te defina.
Preguiça.


5. Sente saudades de que?
Da época em que eu morava no exterior. Foi difícil, mas também foi muito bom. Tive a oportunidade de conviver mais comigo mesma, aprender mais sobre minha personalidade e como moldá-la. Voltei para o Brasil completamente diferente, melhor, mais amadurecida e responsável. O melhor de tudo foi descobrir que sou medrosa sim, cagona, mas que fui capaz de peitar tudo isso com a cabeça erguida. Fiz merdas, como sempre, mas quer saber? Eu sou assim. E eu gosto de mim desse jeito.

6. Não consegue viver sem.
Salmão, talvez? Não posso viver sem internet. Faço e desfaço tudo online, emails, trabalhos, consultas, televisão, estudos, música, filmes, livros: tudo! Hoje eu vejo que minha vida era bem limitada antes da internet, e seria muito mais agora. Tudo bem que os aparelhos não ajudam muito, vivem quebrando, mas basta ter wifi para existir vida inteligente.

7. Conte qual foi o momento mais constrangedor da sua vida – e com detalhes!
Não dá para detalhar uma vida inteira de constrangimento. Olha, teve a vez em que me afoguei num tobogã aquático, que eu não sabia haver intervalos de piscinas no trajeto e caía de surpresa, me afogava, alguém me puxava para cima e eu voltava a escorregar e mais para frente me afogava de novo na próxima psicina do tobogã, debatendo os braços, engolindo água, chutando pessoas, um inferno.

Também teve a vez em que eu, estrangeira, estava passeando no inverno suíço, niqui um carro pára, um motorista bonito aparece na janela, pergunta para mim “onde fica o Goetheanum?”, eu me atrapalho no inglês, explico direitinho apesar de, ele pisca para mim, eu balanço os cabelos ao vento e escorrego. Caio de bunda no chão porque minhas botas, que eram para ser à prova de neve, não aderiram ao gelo da pista e eu fui, feito jaca, para o chão. O cara olha, questiona se estou bem, eu digo que sim, minha mão está sangrando, torci meu pé, minha bunda lateja, mas tudo bem, o motorista bonito não foi a primeira nem última chance que perdi na vida.

E já que estamos falando em Suíça, viajaremos agora para o verão de 2009, eu no parque com o cachorro, um Golden Retriever zarolho, passeando e curtindo a vista. Como era a primeira vez que eu saía com ele, e ninguém na casa tinha o costume de me avisar sobre as peculiaridades do convívio, fui tranquila. Daí aparece um cachorro com seu dono no sentido contrário e o meu cachorro, do nada, deita no chão. Eu paro. O cara com o outro cachorro pára. A gente conversa, ele está interessado no comportamento do Golden Retriever, eu o tranquilizo “it's ok, he's fine”. Então o meu cachorro pula, dá o bote, de repente, assusta o outro cachorro e seu dono. Mencionando o fato de que a coleira estava enrolada no meu pulso. Ele pula, eu caio de boca no chão. Ele sai correndo e me arrastando no caminho de pedregulhos. Eu poderia ter soltado a coleira, poderia ter tentado puxá-lo, segurá-lo ou ter gritado, abraçado o capeta, mas estava mesmo é me fodendo inteirinha. Cheguei em casa sangrando, com a roupa rasgada, o cachorro ofegante e me disseram “não te avisaram que ele ataca outros cachorros”? Não, não me avisaram.

8. Filme que você assiste 39 vezes seguidas e nunca se cansa.
Titanic! Quem se cansa de Titanic? É um clássico. Claro que preciso de um intervalo considerável entre uma apresentação e outra, tipo uns dois anos. Adoro um “Sessão da Tarde” também: Casamento Grego, O Pai da Noiva, essas porcarias. Tem uns Bollywoods que gosto de repetir, apesar dos três meses de duração: Rab Ne Bana Di Jodi, por exemplo, ou Black, Guzaarish e 3 Idiots.


Cabras.

10. Escolheria amor ou dinheiro?
Ama-se quem se ama e não quem se quer amar.
Florbela Espanca
11. Se tivesse direito a apenas uma viagem na vida, para onde iria?
Índia. Além de encontrar espiritualidade, amor, compaixão e sabedoria, seria possível encontrar o Ranveer Singh para que a gente tenha um filho. Acho que essa é uma das viagens mais curiosas que alguém pode fazer. A Índia é um espetáculo de cores, sabores, cultura, história e de crença também. Escolheria, é lógico, a época do Happy Holy, um dos festivais mais lindos de lá, que comemora a chegada da primavera. Se eu pudesse realizar uma única viagem na minha vida com certeza seria essa e ficaria conhecendo o mundo inteiro.


As minhas onze perguntas
1. Se o seu blog fosse uma pessoa, qual seria sua personalidade?
2. Qual autor literário você gostaria de ser?
3. Cite três filmes favoritos.
4. Para você, o que existe no fim do arco-íris?
5. Se você pudesse tirar uma única fotografia, qual seria? Fotografe e publique!
6. Quem você admira?
7. Qual é a música da sua vida?
8. Você coleciona ou gostaria de colecionar algo? O quê?
9. Conte uma situação engraçada da sua infância.
10. O que você nunca fez, mas tem vontade de fazer?
11. Indique o melhor texto do seu blog!

Até agora não caguei nenhuma regra, mas o respeito termina aqui: não vou conseguir indicar onze pessoas, só cinco. Pe-dri-nha, A Life Less Ordinary, Gosto de Canela, Andrecefalia e Minha Vida Como Ela É. Todo mundo que quiser pode participar, é claro, e não se esqueça de me enviar o link!

5 comentários:

Nathy disse...

Gostei! Ainda não participei desse meme... acho que nem conhecia, rs.
Não sei se já falei, mas gosto muito da organização de seu blog.
Beijos! ;)

cronistaamadora disse...

Eu provavelmente iria para a Índia também, mas não por ser praticamente uma especialista, como você que sei que adora o país. Mas exatamente por me parecer desconhecido, indefinido. As cores indianas me fascinam muito e isso, por si só, já seria um belo motivo. Em tempo: leia "Noturno Indiano", do Tabucchi, quando puder. Um livro "fininho".
E também amo qualquer obra da Florbela, que poetisa incrível ela.
Beijos.

Thay disse...

Minha irmã faz o mesmo que você quando acorda, espirra umas cinco ou seis vezes! Achamos isso super inusitado, haha, mas agora sei que ela não está sozinha! AHH, e você colocou o gif do Jensen na pergunta sobre lobisomens ou vampiros, HAUHAUHAU! Nem precisava, na verdade eu coloquei o gif pois foi de lá que veio a pergunta (estava sem ideias na hora e coisa e tal).

Ai Del, que situações na Suíça, haha! Poxa vida, essa do cachorro é digna de filme, quando a mocinha em questão é arrastada por um cachorro doido! E a Índia com certeza vale uma viagem, deve ser um lugar incrível.

Obrigada por ter participado da tag, Del! ♥

nandacastilho disse...

Gente, uma hora da manhã e eu rindo com as suas desgraças. Desculpa, mas é o texto, ele é muito divertido.
A India deve ser tipo uma coisa separada desse mundo, sei lá, deve ser incrível é o que eu quero dizer.
Não sei se você ja falou em algum momento, mãs, Peixe grande e suas histórias maravilhosas. É meu filme favorito, tem circo, tem aberrações de circo, tem cores de circo, tem o tim burton, etc. Se você não viu, recomendo. :)

André Luiz disse...

ÍNDIA <3
Adoro ler sobre esse lugar lindo e pretendo fazer um projetinho de filmes de Bollywood ano que vem, pra descobrir mais sobre a cultura, a religião, as músicas...
Mas acho que, se tivesse que escolher um único lugar, visitaria a Bósnia, no inverno, só para ver o Sutjeska de pertinho. Monumento lindo!

Adorei ser indicado e logo menos respondo as outras questões no blog ;)

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