19 de novembro de 2014

One Lovely Blog Award

A Thay e Camyli me indicaram para esse meme que corre blogosfera afora e eu jamais me recusaria a participar. Devo responder as onze perguntas a respeito do blog e indicar outros onze blogueiros, mas dessa vez vou pular as indicações. Não adianta, não fui feita para isso.

1. Por que decidiu criar um blog e quando começou?
Eu comecei, como já disse algumas vezes, em 2004/2005 com diários virtuais de conteúdo duvidoso e layouts da Marina, player automático, cursor de mouse com estrelinhas e textos do tipo “hoje não aconteceu nada, beijo, tchau”. Fui levando com a barriga até 2008, quando decidi parar para sempre. Nesse meio tempo, gosto de frisar, aconteceram milhares de coisas legais, dignas de um blog, mas eu não estava na vibe. Em 2010 tive o diagnóstico de TA, o que cancelou todos os meus planos, minha cachorra (então com 16 anos) teve que ser sacrificada, a minha vida virou do avesso e eu me vi, de novo, sem saber o que fazer. Criei o Bonjour Circus. Não porque queria alguém para conversar ou um canto para escrever sobre meus problemas. Na verdade, eu não sei o motivo. Acho que, na época, a única coisa que me restava era escrever – era o que eu ainda sabia fazer.

2. Quais benefícios o blog te traz?
As pessoas, principalmente. Eu gosto quando os leitores pesquisam sobre um assunto que comentei ou curtem algo que indiquei. Hoje, alguns estão ouvindo The Rasmus, aprendendo arte circense, assistindo filmes de Bollywood, levando em consideração minhas resenhas e, apesar de não ser este o objetivo central, sempre procuro mostrar o novo para as pessoas, sabe? Não gosto de nada quadrado, de porque sim, de ponto final. O Bonjour Circus também me trouxe outros blogueiros com suas próprias ideias se agregando as minhas, uma expansão de horizontes que condiz com meu estilo de vida. Mas trouxe, principalmente, uma liberdade maior. Antes eu tinha vergonha, receio de falar sobre as coisas que me inspiram, das quais gosto. Eu pensava que as pessoas não entenderiam (ou entenderiam errado). Na pior das hipóteses, ninguém daria a mínima. Mas deu certo!

3. Qual é o post mais acessado?
As visitas do blog são muito, muito mesmo, dispersas. Num primeiro momento todo mundo se concentra em livros, por exemplo, daí o pessoal debanda para a categoria “pacata cidadã”, tipo pássaros migrando. Ontem queriam minha opinião pessoal, hoje querem mais músicas, amanhã a deus pertence. O post com mais visualizações é aquele sobre o Cinquenta Tons de Cinza (+1.000) que eu não vou linkar porque chega. Nem era para eu ter escrito aquilo, se você quer saber. É um dos textos que mais detesto aqui no blog, só não o deletei porque achei injusto. Cedo ou tarde perco a frescura e o excluo de uma vez por todas!

4. Você usa as redes sociais?
Uso mais do que deveria e do jeito errado, obviamente, senão não teria graça. O blog tem fanpage, bloglovin' e newsletter. Também faço updates na minha conta do twitter. Confesso que às vezes é um saco atualizar tudo isso, eu já teria parado há muito tempo se não fosse o retorno considerável e o espaço que o Facebook oferece para publicar coisas interessantes, que depois vão parar aqui.

5. Como o blog tem evoluído?
Devagar e sempre, junto comigo e meus amigos de aventuras do barulho. Ultimamente não tenho dado muita atenção para os números de visitas e comentários, me concentro no conteúdo e nos leitores mais frequentes. É claro que continuo divulgando, que comemoro cada leitor novo, cada menção ou indicação relativa ao blog. Eu quero que me leiam, mas não preciso, entendeu? Reparei que muitos visitantes e comentaristas sequer fazem uma leitura dinâmica do que me dei ao trabalho de escrever, eles pesam na hora das estatísticas, mas são irrelevantes quando analiso a qualidade. Então, comecei a ignorar gráficos. Tem dado certo!

6. Já viveu algum fato importante por causa do blog?
Fui convidada a escrever na Revista SAMIZDAT por um período, mas tive que sair porque, infelizmente, tive alguns problemas na época e me faltou tempo e tranquilidade para produzir textos à altura dos colegas colunistas. Fui entrevistada pela Revista 21 numa reportagem sobre criatividade. Consegui divulgar meu livro e tive apoio dos leitores para lançá-lo, o que fez toda a diferença! Se não fosse o Bonjour Circus, aliás, acho que eu jamais teria seguido em frente com Helena.

7. De onde nasce a inspiração para escrever e continuar com o blog?
Do que eu gosto. Eu quero escrever sobre arte circense, The Rasmus, filmes, livros e é isso que vou continuar fazendo. Gosto de compartilhar minhas descobertas, o que acredito, o que deixei de acreditar, o que faz bem para minha saúde e para minha vida, o que acontece no dia a dia e o que deveria ter acontecido A, mas terminou de um jeito B. É para isso que tenho um blog. Se eu quiser publicar 60 textos sobre porque estou me tornando budista, eu vou publicá-los, seguidamente, doa a quem doer. Se der na telha falar sobre arte circense, por mais que ninguém se interesse, eu vou falar. Se eu quiser cantar uma música do The Rasmus inteirinha aqui, ao invés de escrever de verdade, eu vou cantar.


AND EVERYTIME WHEN I PAINTED MY ROOOOOM

8. O que você tem aprendido a nível pessoal e profissional esse ano?
Com o blog, não muito. Normalmente eu aprendo e depois venho aqui contar. Mas de modo geral, procuro não parar de aprender. No sentido pessoal, todo dia tento agregar algo novo, seja no caráter, no espírito, na forma de pensar, tomo algum antídoto, reformulo preconceitos, busco ignorar cada vez mais as pessoas que não me fazem bem. Por causa do blog (e do meu livro) recebo emails com reclamações, nem todas educadas, e vou te contar que não é fácil aguentar certas coisas de quem não nos conhece. Com isso, todavia, tenho aprendido mais sobre os outros e que às vezes eles não valem a pena. Agora, profissionalmente falando, ainda trabalho com artesanato, o que me obriga a inovar todo dia. O blog não ajudou em nada porque não falo sobre meu trabalho aqui, é uma escolha que fiz. Não cresci muito porque não acho que tenha por onde continuar crescendo e também por ter começado a seguir um novo caminho, que acaba atrapalhando o desempenho do serviço. Enfim, eu realmente não gosto de falar sobre isso no blog.

9. Qual é sua frase favorita?
Tenho muitas! Eu coleciono citações, para você ter uma ideia. Tem uma que encontrei num dos últimos livros que li (Comer, Rezar, Amar, de Elizabeth Gilbert) que me fez refletir: “Nós temos mãos; podemos nos apoiar nelas se quisermos. É o nosso privilégio. É essa a alegria de um corpo mortal, e é por isso que Deus precisa de nós. Porque Deus ama sentir as coisas por intermédio de nossas mãos”. Não chega a ser minha favorita, mas mexeu comigo. Outra, de Leminski, também me marcou: “Não tem chuva que desbote essa flor”. E mais uma, de Inês Pedrosa: “Primeiro sofre-se, escreve-se por vingança”. Não, não me esqueci de Florbela Espanca!
E as lágrimas que choro, branca e calma, ninguém as vê brotar dentro da alma! Ninguém as vê cair dentro de mim!

10. Qual conselho você daria para quem está começando agora no mundo do blogs?
Por favor, seja você mesmo.

11. O que os blogs que você vai indicar tem em comum?
Não vou indicar blogs, então fica meio difícil, né. Mas os blogs que sigo tem em comum o meu bom gosto. Não, brincadeira. Os blogueiros do meu blogroll são pessoas astutas, de conteúdo e divertidas na maioria das vezes. Gosto de cada um por fazerem do meu cotidiano um lugar melhor e por vezes terem me tirado do lugar.

2 comentários:

Ana Mattos disse...

Eu curti tanto fazer essa tag! Li um monte por aí e todo mundo se esforçou pra responder direitinho... Confesso que fiquei curiosa sobre o post do Cinquenta Tons de Cinza e espero que você não o apague antes que eu possa ler rsrsrs

Ana Luísa disse...

Ei Del :)
Já falei algumas vezes que o que mais amo nos blogs é justamente o fato das pessoas falarem sobre a vida delas. Não suporto mais do mesmo. Ver só look de moda ou fotos de produtos. Gosto de ler gente que vive, que sente, que gosta de artes circenses e fala sobre isso várias vezes seguidas :)
Beijos!

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