18 de dezembro de 2014

Taylor Swift Book Tag

Faz um tempão que a Anna, do blog So Contagious, me indicou para esse meme e eu só não participei antes porque estava tentando descobrir quem, em nome do universo, é Taylor Swift. Depois de descobrir que é uma cantora, quase sucumbi a vontade de substituí-la por The Rasmus, mas seria muita cara de pau da minha parte, não acha? Como os itens tem uma explicação do que se trata isso tudo, vou responder logo de uma vez mesmo não conhecendo nenhuma música. Boa sorte para todo mundo!

1. We Are Never, Ever Getting Back Together (ou livro ou série que você estava amando, até que decidiu terminar para nunca mais voltar):
Ok, já comecei sem entender. Não sou do tipo que adia o término de um livro ou série por gostar muito da história. Pelo contrário, tento terminar o mais rápido possível antes que a ansiedade me mate. Agora, se eu amo provavelmente irei ler ou assistir de novo. Não sei que livro ou série indicar. Talvez A Culpa é das Estrelas, de John Green, que adorei, mas não leria mais uma vez. Eu já não aguentava mais a expectativa das últimas páginas e devorei o resto. Confesso que derramei uma lágrima. Confesso que fiquei abraçada ao livro por um tempo. Mas o amor acabou.

2. Red (ou um livro com a capa vermelha):
Tem um livro que acabei de adquirir, chamado Na Pele de um Dalit, do jornalista Marc Boulet, que viveu entre os intocáveis – pessoas da casta indiana mais baixa. A capa não é inteiramente vermelha, mas não comecemos com frescura. É uma história que muito me interessa. Sempre quis saber mais sobre as castas, como elas funcionam e qual é o impacto que causam na vida dos indianos. No livro Paixão Índia, de Javier Moro, fala-se muito pouco sobre isso. Em Os Filhos da Meia-Noite, Salman Rushdie sequer toca nesse assunto. Infelizmente, não tenho tempo agora para começar a leitura, mas Na Pele de um Dalit passará na frente de todo mundo na fila!


3. The Best Day (ou um livro que te deixe nostálgica):
King of Bollywood – Shah Rukh Khan, de Anupama Chopra, por nenhum motivo especial. É que comecei a ler esse livro logo após ter descoberto Bollywood e a maravilha que é ver Shah Rukh Khan atuar. Naquela época eu sabia pouco tanto sobre ele quanto da indústria e esse livro me ajudou bastante para conhecer melhor os dois. Agora sou macaca velha e devo parte disso à Anupama Chopra.

4. Love Story (ou um livro com uma história de amor proibido):
Não me lembro de ter lido histórias assim, só de amores que não deram certo. Por exemplo, Cartas Portuguesas, de Mariana Alcoforado, a freira que foi enganada por De Chamilly; ou A Casa das Sete Mulheres, de Letícia Wierzchowski, que tem aquele romance terrível entre Manuela e Garibaldi, que quase me fez arrancar os olhos de tão chato.

5. I Knew You Were Trouble (ou um personagem mau pelo qual você se apaixonou mesmo assim):
Ou eu li muito pouco nessa vida, ou essa tag realmente não foi feita para mim. Se a pergunta fosse sobre filmes, eu teria uma lista considerável de vilões apetecíveis, mas em literatura nenhum deles me conquistou. Quero dizer, tem O Fantasma da Ópera, de Gaston Leroux, mas ele não chega a ser um vilão. Pelo menos não sob o meu ponto de vista. Um psicopata? É, pode ser. Sequestrador? Consta nos autos. Mas me recuso a chamá-lo de vilão.


6. Innocent (ou um livro que alguém tenha estragado o final pra você):
Eu tenho a mania de ler o último parágrafo do livro antes de começar a lê-lo de fato. É muito difícil alguém estragar o final porque não ligo para spoilers. Por outro lado, falam tanto de Harry Potter que sei da história inteira por osmose, sem nunca ter encostado em um único livro da série. Acho que nunca vou me interessar a ponto de começar do começo, sabe? Eu sei, eu sinto, que não vou ter paciência para isso depois de ouvir tudo a respeito desse bruxo chato.

7. You Belong With Me (ou um livro que você esteja ansiosa para o lançamento):
O próximo livro de Markus Zusak, que até o presente momento se chama Bridge of Clay. Era para ter sido lançado no ano passado. Não sei nada sobre a história, nada sobre a nova data de lançamento, nada de nada. Não aguento mais!

8. Everything Has Changed (ou um livro com um personagem que se desenvolve bastante):
Comer, Rezar, Amar, de Elizabeth Gilbert, que passa por uma prova de fogo após o divórcio. Ela perde tudo e só lhe resta viajar para escrever uma matéria, que acaba se tornando um livro fantástico. Do estômago ao espírito, foi uma das histórias não-ficcionais que mais gostei de ler, até porque me identifico bastante com a Elizabeth.

9. Forever and Always (ou seu casal literário favorito):
Serei obrigada a mencionar Markus Zusak de novo, novamente. Eu poderia citar alguns casais, mas cairei no clichê de mencionar Liesel e Rudy, personagens do livro A Menina que Roubava Livros. Para quem já leu, ótimo: vocês sabem muito bem do que estou falando. Sabem, também, que a adaptação para os cinemas não conseguiu provocar a mesma depressão profunda e irreversível que a história impressa nos causou. Não sei lidar com essas crianças. Achei tudo muito injusto quando li pela primeira vez, mas essa é a vida e Markus Zusak entende disso melhor do que eu.

10. Come Back, Be Here (ou um livro que você não gosta de emprestar com medo de que não volte nunca mais):
Todos. Os. Meus. Livros. Não encoste nos meus livros. A última vez que fiz isso me arrependi bastante: o meu exemplar voltou bem judiado e não posso trocá-lo porque não fazem mais a mesma edição, que é linda e perfeita. O meu livro O Circo, de Gary Jennings, por exemplo, que eu levei comigo para uma viagem, sofreu sérios danos irreversíveis – ficou próximo demais de pessoas que não sabem o que é literatura. E não adianta, ninguém cuida das minhas coisas melhor do que eu mesma. Nem preciso mencionar The Circus 1870-1950, de Noel Daniel, não é? Os leitores mais antigos do blog devem conhecê-lo. Esse livro me custou um rim, não sai de perto de mim nem se o Lauri Ylönen em pessoa me pedir emprestado.


11. Welcome To New York (ou um livro que se passe num lugar que você tenha vontade de conhecer):
Eu adoraria mencionar um livro que se passa na Índia, lugar que obviamente quero conhecer, mas vou mudar o roteiro: Cadê Você, Bernadette?, de Maria Semple. Parte do livro acontece durante uma viagem para Antártida. Não sei se tenho coragem para atravessar a Passagem de Drake...


Fiz o melhor que eu pude. Muito obrigada para quem resolveu colocar adendos, facilitando muito a vida da terceira idade que está por fora da carreira promissora dessa mocinha. Tenho certeza de que ela deve ser simpática, de boa família e tal. Da próxima vez faço uma tag com The Rasmus e quero ver como vocês se viram. Não vou indicar alguém porque, enfim, nem sei porque me dou ao trabalho de explicar a essa altura do campeonato.

4 comentários:

Flaviele Leite disse...

Ler essa tag me deu uma profunda tristeza, ao lembrar que emprestei o meu livro "A Menina que Roubava Livros" (NOVINHO. pq eu li uma edição da biblioteca), e ele voltou simplesmente destruído. Aprendi a nunca mais ser boazinha.
Enfim, adorei suas respostas. Também não tenho vontade de ler Harry Potter. haha
Markus não precisa de dizer nada sobre lançamentos, antes dele pensar em escrever eu já quero ler. haha

:*

Grazy Carneiro disse...

Oie!!
Me identifiquei com alguns aspectos da sua tag, especialmente "Todos. Os. Meus. Livros. Não encoste nos meus livros."
Eu não gosto de emprestar meus livros, pois tenho uma relação de amor com cada um deles, ninguém, nem que você faça ela assinar um contrato cuida melhor deles do que eu. As poucas vezes que eu emprestei livro voltaram com algum dano e eu me arrependi. Amei A culpa é das estrelas, não terminei A menina que roubava livros e comecei nesses dias Cade você, Bernadette. Estou gostando.
Adorei aqui!!
Beeijoo

meusantidotos.blogspot.com.br

Amélia Rodrigues disse...

Adoro essa tag e nem sou fã da Taylor. Já pensei em ler o último parágrafo do livro antes do começar a ler, mas não consigo! Acho que iria estragar tudo para mim, mas talvez eu só fique mais curiosa. Adoro Comer, Rezar, Amar! Tenho trauma de emprestar livros, nunca fui de emprestar só que essa amiga do meu irmão (que eu conheço, falo, etc) pediu emprestado o diário de anne frank, o meu bebê que abriu minha vontade pelos livros quando tinha 11 anos, e até hoje não devolveu.

Anna Vitória disse...

Que bom que você respondeu, Del! Fiquei bem interessada sobre esse livro do dálit, e achei interessante isso que você falou de não ver a questão das castas sem abordada em outros livros sobre a Índia. Não sei se é porque já fiz um trabalho enorme sobre isso na escola, mas acho que o sistema de castas é um aspecto TÃO importante da sociedade indiana! Posso estar falando groselha, mas achei curioso e super leria esse livro.

Também tive dificuldade com os vilões irresistíveis, e também acho mais fácil encontrá-los no cinema. Por que será? #questões

beijo!

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