25 de março de 2015

5 coisas para fazer antes... Não, sem essa

Não gosto de listas para “antes de morrer” por vários motivos. Elas me lembram que vou morrer. Conforme os anos passam, além de não ter feito nada do que as listas me mandaram fazer, percebo que nenhum item vale a pena – existem coisas mais importantes, do tipo depilar as pernas, escrever um livro, lembrar de colocar o lixo na calçada. Se a gente deixar de ler um livro, ver um filme, ou riscar uma viagem, o impacto será menor do que se esquecermos de usar o cinto de segurança, ou dos dias que o lixeiro passa. Então, escolhi cinco coisas para fazer, simplesmente, quando me der na veneta.


1. Ir a uma praia naturalista
Eu não sei conviver em sociedade, não gosto muito de pessoas porque são (somos) imprevisíveis, mas acho que, enquanto nus, ficamos vulneráveis. Então, tudo bem. Não que eu queira ver gente pelada. Eu não quero. O que eu quero é viver a experiência de andar nua no mundo e sentir o vento bater em lugares ainda desconhecidos. Quero tomar banho de mar sem biquíni. Quero ser bicho-grilo em toda a essência pelo menos uma vez na vida. Se eu gostar, volto. Se eu me traumatizar, paciência, é bom calejar o intelecto. Ver muita gente pelada, livre, e depois essa mesma gente vestida, se achando qualquer merda, será um importante estudo sociológico.


2. Fazer um retiro budista
Desde que li o livro de Elizabeth Gilbert (Comer, Rezar, Amar) e também outros tantos relatos, sinto vontade de, ou me hospedar em uma sangha, ou participar de um retiro. Malhar o espírito, a qualquer hora poder encontrar silêncio para meditar (nem sempre é fácil), poder ser guiada por bons mestres, enfim. É bom, de vez em quando, ter uma vida regrada, sem exageros. Não acho que eu tenho vocação para nada radical, mas vez e outra é importante “colocar a casa em ordem”. Sempre que fazemos isso encontramos algo bom que estava escondido, sei lá, atrás do sofá.


3. Plantar (e cultivar) um bonsai
Aconteceu de repente. Certo dia levantei, esfreguei os olhos e sentenciei: vou fazer um bonsai. Eu não havia sonhado com bonsais, ou me animado com qualquer documentário ou reportagem a respeito. Simplesmente abri os olhos e a decisão já estava tomada. Comi uma maçã no café da manhã, separei as sementes, fiz o teste para ver quais poderiam vingar e germinei quatro delas. Não deu certo. Desistir não era, não é, uma possibilidade; tentarei novamente e terei um bonsai na minha janela, ou na minha mesa de trabalho, ou no quintal, e será uma macieira muito bonita que viverá 100 anos. Cheguei a plantar uma cerejeira na Suíça, mas não sei que fim levou. O inverno esterilizou todo o campo logo em seguida ao plantio, então as chances de ter brotado são mínimas. Agora, em menor escala e no país em que tudo (e todo mundo) dá, vou conseguir propagar raízes.


4. Fazer minha mãe feliz
Eu sei que se minha mãe lesse isso diria que eu já a faço feliz, mas ainda existem muitas coisas a serem realizadas. Ela, assim como eu, sofreu bastante na vida. Trabalhou muito. Fez de tudo para cuidar bem de mim, me educou, passou bons valores. Corro o risco de parecer piegas, mas eu não poderia deixar esse item de fora da lista. Quero que ela viva a terceira idade (senão antes) com segurança e fartura. Quero que ela viaje, faça cursos, experimente restaurantes diferentes. Quero, principalmente, que ela possa fazer seus próprios planos sem empecilhos.


5. Participar de um Happy Holi (in loco!)
Holi é um festival indiano que comemora a chegada da primavera entre fevereiro e março. Existe um evento em São Paulo que não se compara em nada com a atmofesra colorida que os indianos proporcionam. Nem todo mundo que conheço me encoraja a viajar para a Índia, pelo mesmo motivo que alguns estrangeiros não vem ao Brasil (pois é, acho que ambos países tem bastante em comum, no fim das contas). Eu levo em consideração todas as opiniões e dou até certa razão para algumas delas, mas conhecer o país continua sendo um sonho. O Holi é um dos festivais mais lindos que já vi, é impossível não querer participar!

5 comentários:

Fábio Alves disse...

A ideia da praia naturista tb me atrai. Deve ser uma liberdade incomparável!

Lakota Mellyssa disse...

As três primeiras me parecem algo ótimo pra se fazer, e acredito que o retiro budista ou algo parecido seria algo importante para a sociedade atual, adorei.

Camila Faria disse...

Eu já quase fui numa praia de nudismo na Croácia, mas tinha que descer umas pedras bem altas e fiquei com preguiça... mas um dia ainda volto pra lá (porque parecia ser linda).

E que lindo isso que você falou da sua mãe. Me fez pensar na minha mãe e no quanto eu quero que ela seja feliz também. <3

http://naomemandeflores.com

Anna Vitória disse...

Del, já viu o vídeo da Jout Jout na praia de nudismo? É divertidíssimo: https://www.youtube.com/watch?v=5u7qzKfS57M Nunca tinha pensado sobre isso antes, mas depois até que fiquei curiosa. Vai que, né?
beijo!

Thay disse...

Pode ser uma praia de nudismo particular? HAUHUA, acho que eu não conseguiria, ficaria imensamente incomodada em estar livre, leve e solta no meio de um bando de desconhecidos. Mas sim, certamente deve ser uma experiência libertadora!

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