18 de março de 2015

Tag dos filmes

A Aline respondeu essa tag e eu vou pegar carona porque adoro falar sobre filmes. Não que eu seja uma crítica de cinema; prefiro indicar bons filmes, dar opiniões não solicitadas e de vez em quando surto um pouco. É divertido! Antigamente, eu assistia o que a televisão oferecia, faz pouco tempo que comecei a correr atrás do que gosto (ou do que acho que vou gostar). Então a maioria das experiências cinematográficas não foi a melhor coisa do mundo. Respondi as perguntas com muito carinho, todavia.

1. Qual foi o último filme que você assistiu?
Segredos da Vida (1994). Sim, eu só coloco o ano dos filmes e ignoro por completo os diretores (mas não se esqueça, Sanjay Leela Bhansali, de que te amo). Acostume-se. Estou escrevendo um texto para o blog sobre Robin Williams e para tanto tenho que assistir alguns filmes escolhidos a dedo. O título em inglês é bem melhor – Being Human – e é a história da história contando várias histórias que, no fim, é a mesma história. Incrível.

2. Um filme que quer muito ver:
São três, na verdade, que ficaram para depois por causa do “projeto Robin Williams”: Dilwale Dulhania Le Jayenge (1995) que, sim, é um Bollywood. Aliás, o melhor Bollywood segundo pessoas confiáveis que acompanham o trabalho de Shahrukh Khan. Ainda não assisti por motivos de deixar o melhor por último. Eu gosto de prolongar ao máximo as minhas expectativas (porque tombo pequeno não tem graça, é preciso cair “catando coquinho”).

O segundo filme é a adaptação do livro As Aventuras de Pi. Deixei para assistir mais tarde porque não terminei a história me sentindo muito bem. Preciso reorganizar alguns sentimentos que foram brutalmente arrancados de seus devidos lugares. Não sei, na verdade, se algum dia, qualquer dia, estarei pronta para ver o filme, mas terapia existe para isso.

E o terceiro é Sete Anos no Tibet (1997), que também foi adaptado do livro, que já li. Não assisti porque fiquei com preguiça mesmo. Brad Pitt é uma pessoa que me deixa estafada. Não faço questão de guardar energias para ele. Por outro lado, sua esposa, que nasceu em 4 de junho e por isso deve ser uma pessoa excelente, é um tesouro para meus olhos. Enfim, com ou seu Brad Pitt, acho que vou gostar do filme.

3. Um filme para chorar:
Bom, qualquer ser humano chora com Marley & Eu, concorda? A não ser que a pessoa tenha um iceberg no lugar do coração. Falando em iceberg, caso eu mencionasse Titanic vocês deixariam de gostar de mim? Em minha defesa, digo que nos anos 90 era permitido chorar por Jack Dawson. Agora, um filme para chorar de verdade, soluçar, cair em depressão: O Rei Leão. Não sei vocês, mas eu não posso lidar comigo mesma. Existe aquela cena, que todos sabemos qual é. Essa cena, especificamente, me detonou de tal forma, que até hoje, vinte anos depois, ainda falo sobre Mufasa com minha psicóloga.


4. Um filme para rir:
Eu tenho sérios problemas com o humor. Basicamente, não acho graça de quase nada. Outro dia, assisti A Vida de Brian (1979) porque toda alma inteligente que conheço fala muito bem de Monty Python. Se eu dei um sorriso, foi muito. Achei o filme uma bela porcaria estereotipada. Depois dessa decepção, é óbvio que o problema só pode ser eu. Estou aqui, escrevendo este trecho, e fazendo um esforço imenso para me lembrar do último filme que me fez rir. Eu costumava achar engraçado o esquilo da franquia A Era do Gelo. Mas até mesmo ele, depois de 200 versões diferentes da mesma coisa, perdeu a graça. Ok, vou deixar para (tentar) responder no fim do post.

5. Um suspense:
Eu não costumo levar suspenses muito a sério porque sou, digamos, perspicaz. Ninguém me faz de boba, muito menos Hollywood. Nem tudo é maçante, lógico. Temos A Origem, que não me deixa mentir. Não que Leonardo DiCaprio tenha alguma coisa a ver com minha escolha (não que não tenha). Saí do cinema com uma pulga atrás da orelha e isso, para minha descrença, já é um grande passo. Eu entendi tudo, achei a ideia legal, mas fiquei tentando caçar pêlo em ovo (e eu escrevo pêlo com acento porque sou dos anos 90, me deixa). Coisas do tipo “o que o diretor quis dizer“ e afins. É um filme possível de se assistir duas vezes e ainda assim alimentar uma longa discussão.

6. Um filme para ver com a família:
Qualquer Bollywood porque somente neste caso não temos apelo sexual. Não garanto a mesma paz de espírito com as produções norte-americanas que, mesmo com a faixa etária de 10 anos, oferecem um entretenimento duvidoso. E quando falamos em filmes indianos, falamos num leque infinito de possibilidades. Temos, por exemplo, Chak De! India que nos motiva e nos ensina a superar os obstáculos. Sim, existem zilhões de filmes em Hollywood contando a mesma história, mas fica bem fácil quando se é a primeira potência mundial. Quero ver vencer na vida sendo um bando de garotas indianas. Temos Black, do incrível Sanjay Leela Bhansali, que deixará sua mãe orgulhosa de você por consumir tanta filosofia de vida. E não posso me esquecer de English Vinglish, que é um amor, de verdade. É um filme para ninar no colo.


7. Um romance:
Eu preciso assistir Forrest Gump de novo. Não me lembro de absolutamente nada a não ser um calorzinho no coração. Os sentimentos foram as únicas coisas que ficaram, então o filme deve ter sido realmente bom. Assumo que surgiram lágrimas no filme PS: Eu te Amo, mas aquela garota não existe mais. Fiquei mais exigente. Apesar de amar os dramalhões indianos, é, me sinto mais exigente. Bollywood é uma fábrica de romances, vocês (que assistem) sabem, portanto, fica meio complicado não mencionar nenhuma produção deles. Veer-Zaara me levou para a terapia. Eu me acabei. E Jab Tak Hai Jaan ainda é um assunto controverso, mas não deixa por menos. Acredite em mim, quando você passa a assistir romances indianos, não quer saber de mais nada.

8. Um filme lindo:
Umrao Jaan (2006, porque tem uma versão mais antiga que ainda não vi) é uma adaptação do livro de Mirza Muhammad. Conta a história de uma cortesã indiana que foi raptada ainda criança e vendida para um bordel. É lindo. Quero dizer, é uma história triste, com certeza, mas que tem certa beleza. Não sou a maior fã de Aishwarya Rai (a protagonista), mas esse foi o papel da carreira dela. Suas danças são impecáveis. Nem mesmo em Devdas, outro filme lindo, ela se saiu tão bem.

9. Um filme para morrer de medo:
Eu não gosto de filmes de terror. O pessoal tem mania de me arrastar para o cinema quando algum está em cartaz e o final é sempre o mesmo: passo semanas dormindo com um olho aberto e tendo acessos de paranoia. Mesmo assim, já assisti uma quantidade considerável desse gênero que eu, pessoalmente, considero dispensável. Só que, ao mesmo tempo, tem esse filme chamado O Exorcista que não é apelativo. Desse tipo, eu gosto – conta uma história com começo, meio e fim. É até plausível, apesar de eu não acreditar em possessões. Passo as mesmas semanas suando frio e com medo da minha sombra, mas pelo menos vale a pena.

10. Um filme de ação:
Parece que a Marvel está numa boa fase, não é mesmo? Então vamos falar de Vingadores. Não, melhor, vamos falar de Tom Hiddleston! Ok, falemos dos dois: assisti Os Vingadores três vezes no cinema e outras tantas em casa. Antes do lançamento, lembro de ter comentado que isso marcaria uma geração e parece que eu não estava errada. É verdade, não curto explosões e produções 80% digitalizadas, mas tudo se justifica quando metemos um bando de heróis de quadrinhos na tela. Ficou na medida. É um enlatado? É. É patriótico demais para o meu gosto? É, sim. Mas, gente, Tom Hiddleston:


11. Um filme que não vale a pena:
Histeria! É um filme sobre TPM, masturbação e vibradores, tudo no meio da Inglaterra vitoriana. Não sei quem foi o gênio (acho que foi Howard Gensler), mas aplausos para essa mente perturbada. Comecei esperando por uma coisa e quando dei por mim estava assistindo outra, completamente diferente do que imaginava. Não, não li a sinopse. Para mim, bastou bater os olhos em “Londres na era vitoriana” para pensar que seria uma boa ideia perder 90 minutos. Nunca se passou pela minha cabeça que um dia assistiria um filme sobre um médico masturbando senhoras da classe média em busca da cura de histeria. Sim, é ruim desse jeito.

12. Um filme para o feriado:
Eu adoro assistir O Auto da Compadecida, de vez em quando. Normamelmente é quando não tenho o que fazer, e a Globo ajuda bastante reprisando centenas de vezes. É uma delícia de filme, se você quer saber. Ou então, Casamento Grego, que nunca sai de moda. Se a televisão não ajuda, tem os filmes de Rocky Balboa. Ajuda, se o feriado for prolongado, e a história do lutador de boxe é inspiradora. Os diálogos, então, dão assunto para quando você voltar ao trabalho ou aos estudos. Eu já decorei alguns!

13. Um desenho animado (pode ser animação? Pode):
Como Treinar o Seu Dragão. Tem vikings!

14. Um filme que todo mundo tem que ver:
Amadeus, que conta a história (romanceada) de Mozart, é uma obra-prima. Claro que essa é a minha opinião, mas para quem quer conhecer um filme de verdade, perfeito, precisa assistir este. Mesmo que você não goste, ou não conheça a obra do compositor, vale a pena pela produção e atuação do elenco. Coraçãozinho com as mãos para Tom Hulce, que interpretou Mozart como o imaginei. No filme, ele está na iminência de começar seu Requiem que, na minha humilde opinião, é a trilha sonora do planeta. Quem conta a história é Antonio Salieri que, se não fosse invejoso, seria a melhor pessoa. Coraçãozinho para ele também. Olha, quer saber, esqueça Salieri, Requiem, esqueça tudo e assista o filme por um único motivo. Este:


15. Um filme que você assistiu 3, ou mais vezes:
A Lagoa Azul. Se me derem papel e caneta, acho que sou capaz de transcrever o enredo confiando apenas na minha memória. Esse, e mais uma lista de filmes dos anos 90: O Pai da Noiva, Olha Quem Está Falando, Três Solteirões e Um Bebê, Ghost, Mudança de Hábito, etc. Era legal há uns 10 anos atrás. Hoje, se qualquer um desses, e outros tantos, aparecerem na minha frente, sou capaz de começar a gritar e martelar a televisão (ainda bem que tirei aquela que tinha no meu quarto). Sabe o Alex DeLarge, em Laranja Mecânica (livro), durante e depois do tratamento? É assim que me sinto.

16. Um filme para meninas:
Pergunta, a senhora é sexista, mas vou respondê-la mesmo assim. Precisamos Falar Sobre o Kevin é um filme para meninas porque prova minha teoria de que filhos não são o maior e melhor presente que uma mulher pode ganhar e que a culpa nem sempre é da mãe (e Franklin, no livro, é mil vezes mais pau no cu do que no filme; que ódio, ele me deu). Às vezes sai torto mesmo, paciência. A Recruta Benjamin! Quem se lembra desse filme? Tirei do fundo do baú. Enfim, é uma mulher se alistando no exército americano. Não lembro praticamente nada da história, mas tenho quase certeza de que deve ser bem machista. Finalmente, Goliyon Ki Raasleela Ram-Leela, do querido e amado Sanjay Leela Bhansali (sim, de novo), onde Leela, lindamente interpretada por Deepika Padukone – que se lésbica eu fosse, teria o meu coração – então, Leela não fica em casa esquentando a barriga no fogão à lenha. Não. Ela aponta uma arma para o amor de sua vida.


PS: Não, não me lembrei de nenhum filme de comédia.

5 comentários:

Daniel Henrique disse...

Origem ... O Exorcista é tenso. O livro tb é de dar cagaço. E Rocky nunca é demais !

Fábio Alves disse...

Um q não me canso de assistir é "Curtindo a vida adoidado".

suuh disse...

Ameei a tag, também não sou crítica mas amo dar meus pitacos <3

Aline Aimée disse...

Adoro ler seus textos! Você é muito engraçada!
E vou anotar essas dicas todas de cinema indiano.
O Rei Leão é mesmo muito comovente e Amadeus é bom demais!

Fábio Alves disse...

Copiei a ideia! rs

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