14 de maio de 2015

Cinco vezes Carpe diem

Cá estou eu tentando digitar sem clicar toda maldita hora no caps lock e às vezes consigo, ÀS VEZES NÃO. O problema é o seguinte: eu odeio o teclado do meu notebook. Acho que já disse isso aqui. O outro problema é: vale a pena continuar escrevendo para o Bonjour Circus? Tudo o que me proponho a publicar passa por um filtro e a maioria fica aprisionada no “desista, ninguém quer ler sobre isso”. Ninguém está genuinamente interessado. É tudo uma bobagem tão grande. Não sei porque me dou ao trabalho de continuar com o blog, a minha vida é um saco. Nem eu aguento mais.

Nossa, que crise! Vocês nem imaginam.

Então, vamos falar de The Rasmus que é para ver se A ENERGIA MELHORA. Desculpa o caps lock, é que eu simplesmente desisti de apagar e corrigir. Entrem vocês também nessa vibe de carpe diem, a vida é curta demais para revisar texto, etc. Resolvi jogar aí os cinco melhores vídeo clipes da melhor banda finlandesa porque sim. É claro que, se há pessoas cagando e andando para o que eu escrevo, existem muitas mais dispostas a ignorar uma banda da qual, provavelmente, nunca ouviram falar. Mas fazer sentido? Por quê?! A GENTE FAZ o que pode com o que tem, e no momento o que eu tenho é The Rasmus.


1. In The Shadows (US Version)
Essa é a hora em que vocês dizem: “ah, conheço essa banda! Tocava na MTV”. Pois é. Morro milhões de vezes toda vez que assisto. Antes, eu sequer imaginava que um dia estaria na pele da mocinha, me sentindo um peixe fora d'água, num quarto estranho, servindo pessoas sem saber o que estava fazendo. Procurei Lauri Ylönen nos espelhos da casa? Procurei, sim. Chegou o outono e saí correndo atrás dos corvos? Saí, sim. O clipe, obviamente, ganhou um cantinho ainda mais aveludado no meu coração. Depois de um ano voltei para o Brasil ao invés de ter entrado num espelho, mas tudo bem. Vida QUE SEGUE. Sem mencionar que este é o hino para qualquer fã que se dê ao respeito – não dá para ignorá-lo numa lista como esta.


2. Funeral Song
Eu não sei lidar com essa música. Nunca saberei. Veja bem, existem apesares: os corvos saindo do casaco dele, por exemplo, caramba QUE DESNECESSÁRIO. Lauri Ylönen desafina? Opa, desafina. Faz parte. Mas gosto desse clipe pracaralho. Aliás, o álbum Dead Letters é todo amor. Eles jamais vão conseguir superá-lo. Doloroso, mas verdadeiro. Enfim, achei digno mencionar Funeral Song por motivos de: que agonia esse moleque com o casaco molhado, no entanto, que artístico da parte dele.


3. In My Life
In My Life é uma fonte de nostalgia: foi o primeiro vídeo clipe que assisti e, consequentemente, aquele que me tornou fã da banda. Lembro dos meus primeiros seis meses presa na cama por causa do TA, sem conseguir me manter em pé, e passando tarde após tarde assistindo ao DVD deles, principalmente ao making of de In My Life – “do you like it? I like it. I looove it”. E a atmosfera combina com o foda-se que eu taquei neste texto. AFINAL, todo mundo que entra no Bonjour Circus sempre acaba chafurdando na lama um pouquinho comigo.


4. Immortal
Foi um clipe dirigido por Eero Heinonen, o baixista, e eu tenho todo um crush pelo meu yoga BOY. A energia é tão boa, QUE DÁ VONTADE de voltar para 2006 e não sair mais de lá. Se possível fosse, eu usaria uma camiseta com este clipe e a frase “Heinonen me representa” em letras garrafais. Quer dizer, chega de letras garrafais por enquanto, pelo menos neste texto, neste instante (como faz para trocar de teclado sem trocar de notebook?).


5. Somewhere
Toda banda que se preze tem um vídeo desse. Nenhuma novidade no front. Como eu sou coruja, VOU COLOCÁ-LO AÍ para fazer guti-guti. Foi o último clipe lançado, se não me engano, ao que parece há décadas atrás e estamos meio que preocupados, já. Vamos voltar a trabalhar? Está na hora, escute o galo cantar. Tem galo na Finlândia, gente? Algum leitor meu mora lá? Existe algum fã DE THE RASMUS QUE me acompanha?

Em última análise, e dessa vez com caixa alta proposital: PUTA QUE PARIU, EU AMO THE RASMUS.

Desculpem, mais uma vez, o caps lock e prometo voltar melhorada na próxima atualização. Lembrando que melhorada NÃO QUER DIZER NORMAL, jamais. Os comentários e meu email estão aí para sugestões de temas, ou indicações de terapias com preços acessíveis.

5 comentários:

Isabelle Felício disse...

Admito que só ouvi a primeira música e continuei lendo o resto do post sem me importar com o clipe. Na verdade, me importando muito, com medo de ficar com medo, faz sentido? Sou medrosa.
Não vai parar com o Bonjour Circus, ele é uma terapia. Pelo menos eu espero que seja pois eu realmente gosto de ler seus textos. Se não for terapia pra ti, é para mim. Essas palavras aleatórias que incrivelmente fazem sentido são confortáveis, me inspiram. Meu blog preferido e me culpo sempre que entro aqui por ainda não ter comprado seu livro.
BeiJOS Del (:

Douglas Rodrigues disse...

EU ME IMPORTO!
Não pare de escrever!
Pelo bem da humanidade.
Todos passam por essa crise.
Se precisar, dá um tempo.
Mas não desiste do Blog.

Bjs

O coração do menino

Thay disse...

Gosto da Del que escreve o que dá na telha e é isso aí! Se te deixa feliz em saber (não sei, né, vai que), estou sempre lendo teus posts - só que eu sei que tenho sido um tantinho negligente nos comentários. Mas tô sempre por aqui, ó!

Sobre The Rasmus, você sabe que eu curto bastante, só não sei se posso ser chamada de fã, já que não sei muita coisa sobre eles. Meu cd favoritos é o Dead Letters, e a música (já devo ter te falado isso em alguma outra ocasião), é Sail Away - apesar de que é simplesmente impossível ouvir In The Shadows sem cantar junto. ♥

Ana Jähne disse...

acho que todo mundo que escreve num blog já se perguntou isso...
acho que mesmo sendo täo bom ler o comentário de um leitor, ver o contador rodando, receber um elogio... acho que a gente escreve pra gente. e näo seria täo bom de ler se näo fosse assim.
e é por isso que eu sempre volto nesse "circo" (e pra conhecer uma banda finlandesa que eu nunca tinha ouvido falar na vida!) ;)

Tawani Cavalcanti disse...

Eu leria até sua lista de supermercado...
Continue, por favor!

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