20 de maio de 2015

Olá, boa tarde...

Muito bem. Estamos todos aqui? Ótimo. Vamos terminar a conversa. Eu bem que estava mesmo com vontade de jogar tudo para o alto, deixar o blog à deriva, mas a verdade é que eu não posso. Como uma leitora disse nos comentários do texto anterior, isso aqui é uma terapia – tanto para vocês quanto para mim. Vou tentar seguir normalmente, se como nada tivesse acontecido e vocês, por favor, façam o mesmo. Foi um pouco constrangedor. Vamos nos esforçar para esquecer. Tudo bem? Tudo ótimo.

Então, agora.

Agora estou ouvindo Zé Ramalho enquanto faço minha lista de compras com base na sazonalidade. Porque, além de mais baratos, os alimentos da época tem menos agrotóxicos. Aprendi isso no livro Prato Sujo, de Marcia Kedouk. Eu ainda não sei o que é atemóia nem se esta palavra deveria ter acento agudo, nos dias de hoje, mas estou disposta a me adaptar à lista diversificada do Ceagesp em prol de uma alimentação menos cancerígena. Quanto ao Zé Ramalho, estou ouvindo porque sim. Acredito que todo mundo, um dia, chegará na fase de se enveredar pelo bosque espinhoso dos nacionais da velha guarda e deixar de lado os internacionais genéricos. Isso não quer dizer que vou ouvir Los Hermanos, pois não sou dessas sem-vergonhices. Respeite-me.

Eu adoraria ter me aventurado nessa semana só para ter o que contar aqui – assim como c e r t a s blogueiras que se vestem com roupas de marca só para tirarem fotos no quintal dos fundos de casa –, mas tudo permanece indiferente ao Bonjour Circus. Ninguém está afim de colaborar. Se bem que faço parte da banda que prefere assim: uma vez que, se algo tiver que acontecer, provavelmente será ruim. Então vou ficar quietinha, deixar a vida estagnada, deitar em posição fetal.

Algumas pessoas que leio costumam escrever sobre os três últimos filmes, ou livros, que assistiram/leram e taí uma ideia boa se eu fosse capaz de ser sucinta. O problema é que brevidade não é comigo. Eu dano a dissertar e a falar mal (às vezes bem), não há quem me salve de mim mesma. Por exemplo, se eu inventasse de escrever um único parágrafo sobre Tudo Pode Dar Certo, filme de 2009, acabaria por publicar um manifesto contra a pica dourada do ego de Woody Allen que rasga as entranhas de Hollywood com severidade. Woody Allen não cansa de falar de si mesmo em seus filmes. É tudo sobre ele. O seu ponto de vista lhe parece ser incrível demais para que ele cale a maldita boca e decida filmar uma história sobre a poeira das ruas de Nova York.

Mas o filme é legal.

Fiz umas tentativas de ser concisa a respeito de Admirável Mundo Novo, do escritor Aldous Huxley – quatro parágrafos depois vi que estava longe de concluir minhas alucinações. Achei melhor teorizar no Whatsapp e quando dei por mim sofria uma epifania envolvendo viajantes do futuro, gênios da antiguidade publicando sua ciência como mensagem de salvação para a posteridade longínqua e claro, por que não, a “descoberta” de que a reencarnação nada mais é do que nossos descendentes voltando do futuro para reavaliar determinadas decisões que nos levaram, talvez, à merda. Ou seja, não rola. Larguei mão quando comecei a filosofar num resumo de A Casa dos Budas Ditosos, de João Ubaldo Ribeiro, e sinceramente... É um livro de sacanagem, quem se importa com filosofia?

A gente está aqui para se foder.
Essa é a verdade.

6 comentários:

Beth disse...

Zé Ramalho ^^ Adoro!
Acho que você deveria escrever sobre livros e filmes, assim mesmo, do seu jeito...a gente gosta.

Vitor disse...

Se tu fizesse resenhas de filmes/livros acho que ia ser legal, você escreve muito bem =D

Alessandra Rocha disse...

Não entendo de cinema pra amar ou odiar Woody Allen, mas parei por meio minuto pensando se não era o filme que eu acabei de ver, mas o título muda... Enfim... Escrever é mesmo uma terapia né? Continua, nem que seja por você mesma, faz bem e a gente sempre acaba encontrando algum louco no mundo que pensa que nem a gente.

E eu gosto de Zé Ramalho!

Beijo!

Camyli Alessandra disse...

Estou nessa fase de se enveredar pelo bosque espinhoso dos nacionais da velha guarda e principalmente nessas " sem-vergonhices" de ouvir Los Hermanos. Julgue-me. HAHAHA

PS:Presta atenção ao se redor! com certeza tu vai encontrar algo sobre o que escrever aqui no Blog.

Cecília Maria disse...

Acho que o blog da gente tem que ter a nossa cara, o nosso jeito e por que não, o nosso humor também. E eu sou outra dessas pessoas que pensa demais, fala demais, escreve demais e faz tudo demais e tem pessoas que não gostam, não escutam, não leem, mas tô nem aí. Faço o blog pra mim, porque como você ou alguma leitora disse, isso aqui é no fundo uma terapia pra gente. Pra gente não esquecer que é gente de verdade e que não adianta se aventurar por aí e vestir roupa de marca só pra ter o que contar. Eu amo esse lugar aqui, de verdade. Acho que é um dos meus blogs preferidos. E olha, eu adoraria ler um manifesto contra a pica dourada do ego de Woody Allen e Hollywood, não importa quantas linhas tenha. Aliás, quanto mais melhor pra mim.
Viu? Falei demais nesse comentário.
E não te pressiona não, deixa fluir que vai ser incrível.
Beijo

www.blogrefugio.com

Isabelle Felício disse...

Me senti A foda por ser "citada" no texto. Que bom que resolveu ficar. Eu acho bom rs espero que ache também. Você é confusa mas eu te adoro.

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