29 de maio de 2015

Os meus cinco desejos (versão 2.8)

Sim, eles voltaram. Agora vai! Ano passado consegui manter a tradição, apesar de ter sido esquecida por completo no meio do caminho, mas tudo bem. Eu gosto de parar um instante e descobrir o que realmente quero para mais um ano de vida (menos um ano, na verdade). O que queremos aos 28 anos? Dinheiro, é lógico. Queremos dinheiro, no entanto, é o que menos temos. Mas já que está difícil de ganhar e economizar nossos suados reais (obrigada, Dilma) vou levar a conversa para outro lado...


1. Batata frita para sempre
Costumo dizer que não importa o credo, a raça ou o status quo: sempre haverá espaço para a batata frita em todos nós. Mesmo se você estiver em um rodízio de churrasco, ou pizza; se comeu dois Big Macs e onion rings; se limpou o prato do chinês que serve yakisoba com macarrão italiano e uma porção dá para três famílias somalis. Eu sei que você, eu, todos nós iremos comer pelo menos mais umas cinco ou seis batatinhas porque elas estão lá – e só de estarem lá já nos sentimos melhores. “Dê batata frita a eles”, uma vez alguém deixou de dizer, e por isso perdeu a cabeça.


2. Água
Basta dizer que sou paulistana, moro na zona sul e não votei em Geraldo Alckmin. É a minha hora de botar o pau na mesa e exigir a água de volta. Todos os dias, das 20hrs às 9hrs do dia seguinte falta água no meu bairro. O governador de vocês apareceu na televisão outro dia dizendo que não há nem haverá racionamento. Eu dei a risada mais gostosa da minha vida porque, veja você, só podem ser alucinações, então, as torneiras secas. É coisa da oposição, né? Eles fizeram lavagem cerebral para que acreditemos na crise hídrica porque, ora bolas, está tudo perfeitamente bem, que que vocês estão reclamando aí, porra? Cala a boca. Tem água, sim. A gente que não está vendo, não procuramos direito. O povo está cheio de má vontade!


3. Um nariz
Tenho desvio do septo e meu nariz é visivelmente torto. Talvez a bolada que levei brutalmente no rosto durante o basquete, na 3ª série, tenha algo a ver. Talvez não. Além de tudo isso, ele também é um pouco inchado nas laterais – um presente dos genes paternos (muito obrigada). Dizem que a maioria das mulheres não gostam do nariz. Pode ser que sim. No meu caso, só quero respirar como uma pessoa normal e sentir cheiros, fragrâncias, essências. Uma vez dopada na mesa de cirurgia (o que só será possível com dardos tranquilizantes para animais da savana), por que não aproveitar para dar uma modelada?


4. Fones de ouvido
Sou uma pessoa muito altruísta, sabe, e nesse aniversário decidi doar alguma coisa para os necessitados. Entra ano e sai ano, a gente está acostumado a pedir, pedir e pedir cada vez mais. Mas e a generosidade? Onde fica?! Vocês sabem que estou trabalhando o meu lado espiritual, então resolvi doar além de ganhar. Vou começar pelos meus vizinhos que adoram sertanejo, mas gastaram toda a grana no tuning do carro, da moto, e agora não tem dinheiro para os fones de ouvido. E os passageiros das linhas de ônibus que costumo pegar, que amam funk, mas com a passagem a R$3,50 é óbvio que eles não tem reservas para um par de fones. Quem quiser colaborar, é só enviar os fones para o Quinto dos Infernos, que é para onde todos esses necessitados vão.


5. Uma papelaria
Isso mesmo: quero uma papelaria só para mim. Sinto falta da época escolar, quando eu e minha mãe íamos comprar os materiais para o início do ano. Vocês se lembram? As professoras entregavam uma lista contendo cartolina, cadernos, lápis, caneta e diversas outras coisas. Ainda é assim? Pensei que depois de crescida largaria dessa mania. Aham. Acho que piorou. Inclusive depois de ter começado a fazer um journal, descobri materiais novos, fascinantes, que preciso ter senão jamais serei plenamente feliz. Lápis de cor nunca é demais. Que mal há nisso?

4 comentários:

Daniel Henrique disse...

muioto verdade o nº 5

Mia Sodré disse...

Concordo tanto contigo que poderia ter elaborado essa lista, hein.

Alessandra Rocha disse...

Gente, batata frita e itens de papelaria <3 há quem resista? Tinha esquecido que você é geminiana também Del! Bate aqui o/
Também não votei no Alckmin e tenho vontade de soltar todos os caracteres de xingamento quando o vejo, mas aqui em casa todo mundo é PSDB então eu fico quietinha pra evitar a fadiga ><

Beijo!

Felipe Fagundes disse...

Batata Frita é uma coisa meio universal mesmo. Lembrei de um livro no qual o cara dá batata frita para confortar uma desconhecida que está passando por um dia difícil. Ela aceita e fica "Achei meio estranho, né? Mas eu sou o tipo de pessoa que se conforta com batata frita" :P

Gente, um sonho meu é VIVER DE FATO esse seu #4. Eu juro que já pensei em comprar um monte de fone de ouvido vagabundo e distribuir nos meios de transporte públicos toda vez que surgisse alguém ~perturbando~ o ambiente. Mas, né, vamos evitar agressões e garantir minha integridade física.

Queria morar numa papelaria, apenas.

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