27 de maio de 2015

These pretzels are making me thirsty

Há muito tempo atrás mencionei o seriado Seinfeld aqui no blog e me lembro de ter ficado horrorizada ao descobrir que a maioria dos meus leitores sequer o conhecia. “O que é Seinfeld?”, me perguntavam, e eu COMO ASSIM por dentro, mas solícita por fora. Tentei explicar que Seinfeld é o melhor seriado de todos os tempos – os fãs de Friends discordaram e os viciados em Netflix acharam impossível o melhor seriado de todos os tempos ter lhes passado batido. Ou seja, não houve progresso. Eu tinha em mente escrever um baita texto para convencer os incrédulos, mas a ideia foi soterrada pelo cotidiano. Acabei me esquecendo. Agora, com essa loucura que se tornou minha vida por causa da procura incessante de assunto, achei que seria o momento certo para “falar sobre nada”. Dou-lhes cinco razões para conhecerem e amarem Seinfeld!


1. Todos os personagens são ótimos
Estou bem por fora das séries atuais, mas as que eu costumava assistir tinham a mesma receita: um grupo de personagens que funcionavam em um único núcleo. Até mesmo os dramas individuais de Friends terminavam num abraço grupal. Não que seja ruim, eu mesma completei a série com louvor, mas depois de conhecer Seinfeld, digamos que fiquei mal acostumada. Cada personagem vive uma situação paralela que, às vezes, não se conecta. Isso, além da riqueza de roteiro, dá mais profundidade para a história – é quase real. Existe também o elenco de apoio, que não deixa por menos; são personagens que marcaram tanto quanto os protagonistas e renderam um catálogo bem gordo de citações.


2. Você aprende coisas
Com o Seinfeld eu aprendi coisas como: a serenidade nos levará à insanidade. Não tome nenhuma decisão precipitada, considere severamente se vale a pena gastar seu estoque de anticoncepcional favorito (que saiu de mercado) com aquele cara. Não há nada mais patético do que um homem adulto com medo de mulheres. Se você pergunta a alguém como vai o relacionamento e essa pessoa põe a mão no rosto, é porque não está indo nada bem. Dance como se ninguém estivesse olhando. Quem controla a correspondência, controla informações. Antes de terminar um relacionamento verifique se não há nenhum livro na casa do namorado. Não é uma mentira se você acredita. Não deixe sua noiva lamber os envelopes dos convites de casamento. E por último, aquilo encolhe.


3. Todos nós somos George Costanza
Eu, pessoalmente, o considero o filósofo do século XX. Ele me fez perceber que às vezes é normal, por exemplo, ter uma vontade incontrolável de dar uma mordida num pedaço inteiro de queijo, ou de sair na rua vestindo fantasias de uma peça de teatro, ou por que não, dormir debaixo da mesa do trabalho. Quem nunca quis tirar um cochilo no meio do expediente? George Costanza domina as habilidades. E quando tudo dá errado, ele tem uma receita infalível: faça tudo ao contrário. É óbvio. Se está dando errado dessa maneira, só pode dar certo de outra. Ainda mais se você tenta convencer o universo de que você não é você, mas sim outra pessoa. Como ninguém pensou nisso antes?!


4. Festivus é bem melhor do que o Natal
O pai de George criou o Festivus em resposta ao consumismo do Natal. Você sabia que o feriado existe mesmo? Pois sim, foi criado por Dan O'Keefe e é comemorado no dia 23 de dezembro. O filho dele, Daniel, um dos roteiristas do seriado, resolveu introduzir a ideia em um episódio – “The Strike”. Funciona assim: no jantar de comemoração, você reúne toda a sua família e amigos para lhes jogar na cara o quanto decepcionaram você ao longo do ano. Decorando o ambiente, há apenas um mastro, um suporte de pinheiro falso, sem nenhum enfeite. O feriado está oficialmente terminado após um combate corpo-a-corpo entre o patriarca e alguém de sua escolha. Agora, imagine que libertador seria fazer isso no Natal, ao invés de passar horas enfeitando uma árvore que pinica seus braços e cheira mal e de quebra deixar umas verdades esclarecidas ao invés de bajular pessoas de quem você sequer gosta. Muito melhor, com certeza.


5. Algumas de suas teorias serão comprovadas
Eu deixei de me sentir anormal depois de assistir Seinfeld. Até porque, por mais estranho que você seja, ninguém é capaz de rebater a atitude de comer uma barra de chocolate com garfo e faca no meio de uma reunião de trabalho. A minha teoria de que um test drive, desses oferecidos pelas concessionárias, pode dar muito errado foi comprovada no episódio “The Dealership”. Minha opinião a respeito da presença de banheiros em livrarias ganhou mais força com “The Bookstore”. E o episódio “The Implant” provou que eu estava certa em relação aos molhos e aperitivos!

Assistir Seinfeld é libertador.

5 comentários:

Janaina Barroso disse...

Eu concordo que é o melhor seriado de todos os tempos, aprendi horrores sobre a vida como ela realmente é. Deu até vontade de assistir tudo de novo.

"Hello, Newman"

:)

Renata disse...

Gente, mas Seinfeld é bom demais! Eu adorava assistir quando tinha tv a cabo em casa. E passava nos melhores horários, o que eu tinha livre! rs
Beijos

Fernanda Probst disse...

Cara, esse seriado é o máximo!! Senti até saudades. Aprendi a assistir com meu pai e acompanhava muito. Adoro as loucuras do Kramer. Dos episódios, gosto do episódio da banheira do Kramer e aquele que eles ficam o episódio inteiro dentro de um estacionamento do shopping procurando o carro (quem nunca?).

Bela explicação/seleção. Adorei!!

Beijos beijos.

Brendha Cardoso disse...

Eu tive uma semana extremamente estressante e ao invés de estar estudando para as provas de semana que vem ou fazendo os trabalhos que tenho que entregar, me permiti ler seus posts pra me distrair. Isso foi há algumas horas e agora estou me preparando para assistir ao quinto episódio de Seinfeld. O que dizer? Eu amei a série. Já tinha ouvido falar, mas hoje resolvi assistir ao primeiro episódio só pra ver se eu gostava e... Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito.

Tava precisando desse tempo. Tava precisando relaxar.
Obrigada, viu?
Ah, o blog continua ótimo!
Não costumo comentar, mas tô sempre por aqui.

Beijo!

Monique Químbely disse...

Não conhecia e, por deus, queria não ter conhecido, considerando a lista de séries que tenho pra pôr em dia ~~
Eu sei bem como é que conhecer uma série/livro/filem maravilhoso, falar ocasionalmente dele como uma verdade universal e as pessoas simplesmente não saberem do que se trata.

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