27 de agosto de 2015

Cirque Life, por Eric Hernandez

Apesar do Bonjour Circus ser baseado em cultura circense, provavelmente há novos leitores que sequer saibam disso. Faz bastante tempo que não escrevo nada sobre arte circense por aqui porque existem coisas específicas que, eu acho, não interessam tanto assim para quem não está imerso na cultura. A minha intenção no início era postar informações sobre o assunto, mas no fim dei preferência para a vida pessoal. Deu certo desse jeito, então não vou mexer em time que está ganhando. Mas às vezes acabo topando por aí na internet com assuntos realmente legais (ok, pelo menos para mim). Como, por exemplo, aconteceu há uns meses atrás quando me deparei, sem querer querendo, com o canal cirqueLIFE, de Eric Hernandez. 


Eric é um jovem de 25 anos, artista do Cirque du Soleil, que se apresenta no itinerário Totem há três anos e meio. Em seu canal do Youtube ele nos mostra nada mais, nada menos, do que os bastidores do espetáculo. E quando digo “bastidores”, vou no mais profundo da palavra: treinos, premieres, maquiagem, camarim, entrevistas e vida pessoal. Além de tudo isso, o cara manda bem nas edições de seus vídeos, também, e consegue abarcar o cotidiano da companhia completa.


Quem acompanha o blog há mais tempo e leu meus textos sobre minhas visitas ao Varekai e ao Corteo sabe que sou do tipo que dá uma escapada para os fundos da tenda só para entender a mecânica da brincadeira. Eu nunca me contento apenas com a apresentação, preciso ver o esqueleto. Portanto, ter encontrado o canal de Eric Hernandez foi, sem a menor dúvida, um presente.

Sei que existem pessoas torcendo o nariz para o Cirque du Soleil. Não consigo entender como conseguem arranjar motivos para depreciá-lo, mas elas estão por toda a parte. Eu, em contrapartida, vejo a companhia como uma forma bem sucedida de manter a arte circense viva, sem apelos, ou maus-tratos – diferente do Ringling Brothers que, apesar dos mais de 100 anos de tradição, ainda usa animais e tem seu crescimento estagnado. O Cirque du Soleil oferece um espetáculo para poucos? É elitizado? Concordo que seja, sim. Mas não vejo outra forma de manter aquela imensa estrutura senão cobrando preços assombrosos nos ingressos (e na maldita pipoca).

Ok, não vou me empolgar e começar a discutir sobre o setor financeiro de grandes e pequenas companhias – força do hábito. Eu só queria mostrar a vocês esse canal maravilhoso, ou ao menos interessante para quem sempre se perguntou como diabos funciona o Cirque du Soleil. É complexo, isso posso afirmar. Hoje em dia não se usam mais trens e as tendas não são erguidas por elefantes, mas ainda existe muita mágica. Está aí uma arte que jamais deixará de ser o maior espetáculo na face da Terra!

2 comentários:

Fernanda Luma disse...

Tenho um amigo que era artista num circo aqui de BH.. Ele e os amigos dele de lá são pessoas incríveis, livres, leves, soltas, felizes.. Passavam uma energia muito boa. Dá para entender seu fascínio pela cultura circense. É lindo mesmo :)

Cacá disse...

te contar rapidamente uma história muito resumida
um amigo tinha uma namorada o relacionamento deles tava meio balanceado mas eles moravam juntos e "eram felizes", cirque du soleil veio pra cidade, ela conseguiu um bico de hostees (algo assim) lá dentro, dps o circo ia pra buenos aires, convidaram ela pra ir, ela foi e nunca mais voltou abandonou namorado gatos e todos.
FUCKING 2015 E ELA FUGIU COM O CIRCO <3
lembrei de ti na hora, hahaha

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