16 de agosto de 2015

TAG: as ondas

Assisti Aline Aimee responder e fiquei com vontade de participar. Simples assim. Participem aí!

1. Bernard sentia amor à literatura: um livro sobre livros.
Quantas mil pessoas responderão A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak? Pois eu sou a número mil e um. É o único livro do qual consigo me lembrar, apesar de desconfiar que A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, também mencione livros. Faz muito tempo que o li, jamais vou ter certeza sem reler a história inteira. Em 2008 eu li As Memórias do Livro, de Geraldine Brooks, que tinha algo a ver com a restauração de um livro, mas há uma neblina nas lembranças. Ah, é claro! Como pude esquecer?! Tem o incrível A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata, de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows, que fala sobre um clube de leitura. Demorei um bocado para consegui-lo pelo Plus do Skoob e foi uma festa quando fizeram a troca. Valeu a pena, sim, mas não é tanto quanto falam. Acabei passando para frente – mal deu cinco minutos que o disponibilizei e uma moça o solicitou, pois estava tão louca quanto eu para lê-lo; viu como é bom fazer trocas?

2. Susan sentia paixão pela natureza e a maternidade: um livro que fale sobre ser mãe.
Agora vou ser a maior estraga-prazeres do playground e tacar um Precisamos Falar Sobre o Kevin, de Lionel Shriver, na cara de todo mundo. Nossa, que torta de climão, não é mesmo? A verdade é que levo essa possibilidade a sério: quando uma mulher quer se tornar mãe, logo imagina seu bebê como um cálido anjo transbordando ternura e amor. Ninguém pára (eu uso acento agudo no verbo parar ainda, sim, trabalhe esse fato dentro de você) para pensar que as coisas podem sair de um jeito errado, mas assim, bem errado. Não estou falando sobre doenças físicas, que essas eu seria capaz de enfrentar de peito aberto. Estou falando de desvios severos de caráter. Digamos que minha família tem um histórico de arrepiar os pêlos da nuca e que minha própria personalidade, segundo um teste aparentemente confiável, é compatível com Hannibal Lecter (INTJ). O livro de Lionel Shriver abriu os meus olhos para o mundo. Pense em Kevin três vezes antes de ter um filho.

3. Rodha se sente diferente em relação aos outros: um livro com um personagem diferente dos padrões.
Bom, não é um personagem ficcional: Andrew Solomon conta a história de sua depressão no calhamaço O Demônio do Meio-dia. Não terminei a leitura, mas quero adiantar que pouca coisa me agradou até agora. Aparentemente, Andrew é o tipo de pessoa que tem tudo na vida, está cercado pelos melhores companheiros e cai em depressão sem mais nem menos, por conta de um choque, ou outro. Já pude notar que ele experimentou de tudo para alcançar a cura – incluindo sacrifício de animais. O autor é adepto das drogas “limpas”, o que o distancia de tratamentos alternativos, mais naturais, que por consequência me distancia dele. Por enquanto só posso dizer que ele viveu altas aventuras do barulho por conta de sua depressão e que eu simplesmente acho impossível alguém tão depressivo ter tido tanta força para experimentar tudo o que ele nos conta.

4. Neville tinha inquietações sociais e ideológicas: um livro que após a leitura dá vontade de fazer algo pelo mundo.
Após ler o livro-reportagem Prato Sujo, de Marcia Kedouk, tive certeza do que já desconfiava há algum tempo: nós precisamos mudar nossa relação com o alimento. Pelo bem da saúde física e, principalmente, da saúde do planeta. Quando pensamos em agrotóxicos, por exemplo, a primeira preocupação que nos aparece é o câncer. Por outro lado, há também a esterilidade da terra, a contaminação de lençóis freáticos, enfim, a total inutilização de um bom pedaço de terreno. A consciência, a reedução alimentar, vão muito além do nosso corpo – todo o ambiente está sendo prejudicado. Não foi o livro que deu o empurrãozinho necessário para que eu começasse de uma vez por todas a prestar mais atenção no que consumo, mas digamos que ele tenha me dado razão porque o que mais escuto por aí é que os “naturebas que aplaudem o sol” estão viajando na maionese. Não, não estão. As coisas estão erradas de verdade.

5. Jinny era uma mulher sensual, preocupada com a aparência e com namorados: um livro chick lit.
Eu não tenho nada contra chick lit (ok, não muito). O problema é que até hoje não consegui encontrar um que fizesse sentido para mim. Nem Marian Keyes me agrada. Cheguei a ler Eleanor & Park, de Rainbow Rowell, na época do hype porque todo mundo estava falando muito bem. Nunca se sabe. Mirei num A Casa dos Budas Ditosos (João Ubaldo Ribeiro) e acertei no Cinquenta Tons de Cinza. Eleanor & Park foi mais uma experiência horrível, que me deixou com traumas (cerebrais). Porém, só para não dizerem que estou de má vontade, deixo uma menção honrosa ao O Projeto Rosie, de Graeme Simsion, porque a) o personagem principal sofre da Síndrome de Asperge, o que me fez lembrar muito do filme My Name is Khan, protagonizado por Shahrukh Khan; e b) o nome dele é Don, que me lembrou de outro filme de Shahrukh Khan, onde ele interpreta o mafioso Don. Daí para frente, ladeira abaixo. Achei várias mensagens subliminares que na minha cabeça doentia foram retiradas desses dois filmes. Minha suspeita de que Graeme Simsion assisti Bollywood rendeu duas estrelinhas suadas para esse chick lit.

6. Louis era inseguro por ser estrangeiro: um livro de sua estante numa língua que você não entende.
Eu costumo comprar/ler livros cuja possibilidade de compreensão, pelo menos linguística, seja de no mínimo 100%. Confesso que às vezes dá vontade de comprar livros em alemão, mas qual seria a coerência disso? Eu sei que nunca vou parar tudo o que estou fazendo, ignorar os livros em português que tenho na fila de espera, para “treinar alemão”. Eu me sinto mal em mencionar o The Circus mais uma vez... Acontece que ele é o único que possue partes em francês, que eu não compreendo nem “bom dia”. Não, mentira! Compreendo, sim. Se diz bonjour. Há, piadinha sem graça! Ié ié!

7. Percival é o único personagem que não tem fala direta. Os outros apenas comentam sobre ele: um livro que todo mundo leu, mas você ainda não.
Quase todos? Eu li poucos livros, ainda. Tem um milhão de obras que me deixam com “invejinha literária” quando vejo nas estantes de lidos dos outros. Eu sei que cada um tem seu tempo para ler determinado livro, por isso não fico ansiosa, mas imagino como a experiência será para mim. Por exemplo, Sejamos Todos Feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie, é um ebook gratuito que todo o universo já conhece, menos eu. Adorei Americanah, mas sinto que ainda não é hora de conhecer a opinião dela sobre o feminismo. Eu gostaria antes de ler o Hibisco Roxo. Estou me preparando para levá-la a sério quanto a este assunto e não dá para fazer isso sem saber de que tipo de escritora estamos falando. Sabe como é, discurso feminista está na moda, mas atitudes feministas continuam um tabu – falar, todo mundo fala; é na hora de pôr em prática que o bicho pega.

2 comentários:

Elisabeth Philippsen disse...

quede vc no skoob?
quero seguir já :)

Magda Albuquerque disse...

Que tanto livro massa! Li poucos da lista, mas pelo que você descreveu dos demais, são ótimos.
Já quero! Apesar da minha lista já estar beem cheia, nunca é o suficiente. kkkkkkk

Beijos.

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