25 de setembro de 2015

Diário de um Bonsai (capítulo 2)

Quem ainda se lembre do remoto mês de julho? Dois mil e quinze tem trinta meses, né? Julho foi marcado pela primeira tentativa de começar um bonsai do zero – isso mesmo, da sementinha. Como expliquei no primeiro capítulo, não me contentei em comprar uma muda pronta. Eu tenho que complicar, senão não tem graça. Só que o nosso temor se confirmou: os brotinhos que surgiram eram apenas o matinho da zueira, que antes de secar me deu uma florzinha muito da sem vergonha. E se foi. Para todo o sempre. Eu desisti? Jamais! Vamos recomeçar...


28/08/2015 – PLANTIO
A macieira deve ser plantada no inverno, então tive que decidir logo se levaria o projeto adiante, ou não. Como eu já havia colocado minha cara à tapa aqui no blog, achei melhor seguir em frente e não me dar por vencida nem passar vergonha. Ora, veja você! Até parece que um bonsai vai me passar a perna (como já fez duas vezes, anteriormente, mas deixa isso quieto). Peguei duas maçãs, fiz uma bela vitamina e as sementes plantei metade em um vaso com terra nova, e a outra metade no algodão (obrigada, Ana Jähne, pela dica). A espécie mais usada para bonsai é a Malus halliana, mas só tive acesso às sementes da Malus Communis o que, eu espero, não interfira nos meus planos de dominar o mundo dos bonsais. Se alguma das quinze sementes vingar vou precisar mudá-la para um solo “areno-argiloso e o argilo-argiloso, com pH 6”. O que é pH 6? Não sabemos. Iremos descobrir? Talvez.


19/09/2015 – BROTO
Bom, isso sim é um broto. Agora eu tenho certeza de como um deve ser e esse, sem dúvida, seja lá do que for, é um broto. Se parece com maçã, vocês não acham? Estou disposta a fazer bonsai de qualquer coisa que me apareça nesse vaso, mas seria mais divertido se fosse o que escolhi desde o início. É bom manter um propósito, só para variar – minha vida é um eterno “bonsai de maçã” que acaba virando mato. Enfim, a técnica de germinar sementes na geladeira deu tão errado, que eu pouco acreditei que jogá-las na terra e boa sorte daria em alguma coisa. Pois é, a natureza manja dos paranauê. As sementes no algodão, por outro lado, ainda não deram brotos; pelo contrário, estão secas feito o meu coração. Mas acho que o problema está mais na procedência da semente do que na técnica.

Já me disseram que é melhor comprar sementes em lojas de jardinagem porque aquelas retiradas de frutas são estéreis. Também me disseram: “puta que pariu, garota, compra logo um bonsai e pronto”. Alguns não acham que o brotinho seja mesmo de maçã: “isso está mais para feijão”, ou “é mato, de novo”. Ninguém notou o quão divertida está a experiência! Eu fico frustrada sim, quando não dá certo; é normal. Em contrapartida, estou curtindo o meu projeto e aprendendo mais sobre cultivo e bonsais. Sem contar que a Mãe Natureza (#hippiecomcarinho) está me dando umas boas lições de limite e humildade.

Mandem boas energias para o nosso brotinho circense ♥

5 comentários:

Karol Emerick disse...

Tenho uma enorme paixão por bonsais, mas nunca tirei a ideia do papel pra organizar um, o seu brotinho tá muito charmoso! kkkkk

Jéssica Trabuco disse...

~boas energias para o seu broto~

Já deu certo! Quero ver as fotos do crescimento.

Fernanda Probst disse...

Que amor!! Sou apaixonada por bonsais!!! Curiosaaaaa pra ver o resultado.

Renata disse...

Que lindo! Vai ficar um amor quando estiver ainda maior. *-*

Igor Thiago disse...

COMO ASIMMMMMMMMMMM? QUERO UM TBN

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